Vale a Pena se Frustrar!

25 Setembro, 2007 at 4:19 pm (Santaum) (, , , )

Por Santaum!

Segundo o dicionário da língua portuguesa, a palavra FRUSTRADO é um adjetivo e seu significado é malogrado, incompleto, imperfeito, que não chegou a desenvolver-se.

A primeira pergunta: Existe alguém perfeito, completo, sempre desenvolvido?

Pois bem. A cada dia que passa, a figura do frustrado está ficando absolutamente fora do escopo da sociedade. O cidadão que erra, que não termina aquilo que começou, que é feio, gordo, ou que ainda não se formou depois de vários anos, ou até mesmo aquele que não consegue fazer suas atividades no trabalho, é mal visto. Ele é um incompetente, feio, não tem uma boa aparência e não tem nenhum status social diante das pessoas em sua volta.

Mas qual é o problema de se frustrar? Quem nunca se frustrou na vida? “Atire a primeira pedra” quem nunca se frustrou!

Se se avalia somente a aparência, beleza física, prepare-se que você algum dia vai ficar velho. Essa juventude, que é um sinal de beleza, um dia vai acabar. E todos ainda morreremos. No fim das contas, o que diz e apóia a perfeição do homem vai pra debaixo da terra da mesma maneira que os demais. Como nasceram também da mesma forma. Se você não aceitar e reconhecer que não será bonito durante toda a sua vida, ou melhor, se não se importar com isso, viverá com muito mais intensidade. Aceitar o fato de não ser perfeito é algo sensacional. E a velhice é uma coisa maravilhosa também, lembrando que esse conceito de beleza juvenil é social.

Reconhecer a derrota, o fracasso, o fim do namoro (ou fim de qualquer coisa que goste), não ter passado no vestibular, ou não ter se formado na mesma época dos amigos não tem nada de mais, é algo absolutamente normal. E sensacional. São nestes momentos que mais evoluímos intelectualmente. É o momento que nossas reflexões mais se aprofundam, que reconhecemos que somos imperfeitos, limitados. O ser humano é limitado, imperfeito, incompleto e malogrado.

Agora, para a sociedade de hoje, a pessoa que se frustra é ojerizada. Em alguns casos, recriminada. “Você não é nada!”. Diga-se de passagem que isso é um veneno contra a própria sociedade e as próprias pessoas. Como foi dito, não existe de fato aquela pessoa que nunca se frustrou na vida. E a figura daquele “perfeitão”, que nunca se frustrou, é só uma pseudo-aparência. Pode ter certeza que, dentro dele, seja no físico ou no psíquico, existe algo que o incomoda. Muitas vezes, para omitir ou esquecer sua frustração, ele opta por tentativas de fuga, como bebida alcoólica, “balada”, drogas, relacionamentos não amorosos (ficar com uma garota superficialmente, sentindo apenas um prazer carnal) e outros vícios. E essa é a explicação do feitiço contra o feiticeiro. Quem acaba sendo prejudicada é a sociedade, e é ela que acaba pagando as contas e arcando com as conseqüências.

Nunca se viu tanto doenças psíquicas. As pessoas não conseguem reconhecer suas limitações. Muito menos as derrotas no decorrer da vida. Não conseguem e não têm condições psicológicas de aceitar a frustração, porque está fora de moda. Portanto, reflita e assuma aqui a sua humanidade.

Vale a pena se frustrar!

Grande abraço a todos.

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O Ecologista “Nato”

19 Setembro, 2007 at 1:02 pm (Santaum) (, , , , , , , , )

Por Santaum!

Digamos que seja impossível ser um ecologista “nato”. Vejamos o porquê.

Primeiramente, você tem que parar de respirar. Quando você respira, emite CO2 na atmosfera e absorve O2. CO2 é um dos gases do efeito estufa. Pesquisas mostraram que o teor de CO2, ao longo dos anos, na atmosfera, aumentou com o crescimento da humanidade.

Ter filhos também está descartado, pelo mesmo raciocínio anterior. Quanto mais pessoas, mais CO2 na atmosfera. Além disso, mais resíduo, como por exemplo lixo doméstico. É uma atitude antiecológica ter filhos.

Você não deve consumir nada, absolutamente nada. Produtos industrializados, por exemplo, são provenientes de processos de fabricação. E todo processo de fabricação altera o estado natural da natureza, mesmo que essa alteração seja mínima. Processamento “limpo”, rigosoramente, não existe. É igual essa história de carro ecológico, não existe isso. Para se produzir um carro, não se esqueça de lembrar da sua “lataria”, dos itens de conforto (couro, por exemplo), da borracha petroquímica, que demandaram processamento de matérias-primas como petróleo, hematita, carvão mineral, absolutamente poluentes.

Alimentos estão inseridos nos itens de consumo. Nosso corpo é esperto, e é um sistema em escoamento (aberto). O que não interessa para o nosso corpo é descartado. Evidentemente existe acúmulo, senão não existiria “gordinhos”. O acúmulo faz parte da equação fundamental do balanço de massa, ou seja, da nossa cadeia alimentar. É o chamado regime transiente, ou não estacionário. Mesmo assim, considerando um acúmulo mínimo, para ser um ecologista “nato”, pare de se alimentar. Se, por exemplo, for um produto industrializado, partimos do princípio anterior, da cadeia produtiva. Se for industrial de origem animal, pior ainda. Talvez subir na árvore para pegar a fruta, como Adão fez, seria, talvez, talvez, talvez, algo ecológico. Para o ecológico “nato”, não se esqueça de não viciar esse processo, senão isso se torna uma nova manufatura.

Nada de consumir energia. E energia limpa não existe, quando aplicada ao ser humano. Não existe. E energia hidroelétrica? Meu caro, nem sonhe em considerar energia hidroelétrica como energia “limpa”, senão será o mais antiecologista de todos. É impossível não gastar energia. Mas, para ser um ecológico “nato”, deve-se consumir o mínimo de energia, ou nada. Locomoção? Mundo global? Descartado. A grande questão ecológica é andar a pé. Nada de ficar viajando, se deslocando. Quando se desloca, gasta energia. Luz elétrica, chuveiro, carro, avião, eletrodoméstico, tudo que demanda energia deve ser descartado para o ecologista “nato”.

Água também não. Nada de beber água. Parte-se também do mesmo princípio dos alimentos. Balanço mássico. Você bebe a água limpa e elimina água não potável. Se quiser, pode fazer uma análise química da sua urina. Ah não, fazer análise química também é antiecológico. Tomar banho também é contra-indicado. Nada de descarga no banheiro, lavar roupa, pia, carro, calçada e molhar a plantinha do jardim. Todas são atitudes contrárias que fogem do escopo de um ecologista “nato”.

Ou seja, para ser um ecologista “nato”, já percebeu onde irá parar não é?

Grande abraço a todos.

P.S.: Saiba mais sobre o Sr. Aquecimento global.

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Ser cego seria a melhor solução?

14 Setembro, 2007 at 2:13 pm (Santaum) (, , , , )

Por Santaum!

Ultimamente, muito se ouviu falar sobre a limitação dos nossos sentidos. Por exemplo, na física quântica e na cosmologia, os cientistas estudam e se abstraem além da limitação sensorial, imaginando situações que nossos sentidos não conseguem perceber. Por exemplo, é muito difícil, para os cosmólogos, estudar singularidade, considerando essa nossa limitação sensorial. Há que ir além dessa limitação pra se estudar um tema tão difícil. Na física quântica é a mesma coisa.

Além disso, alguns filósofos e outros cientistas reclamam da nossa concepção dual limitada baseada na nossa limitação sensorial. Essa história de bem e mal, de dia e noite, macho e fêmea, vida e morte, céu e inferno, acaba limitando o nosso pensamento. Nem sempre conseguimos imaginar algo além ou no intermédio dessa dualidade. Naturalmente, fomos submetidos a esse jogo dual. Não tivemos culpa e houve, naturalmente, uma adaptação sensorial ao longo do tempo da nossa caminhada humana.

Outros até reclamam que nossa visão, principalmente nossa visão, isso mesmo, limita nossa atividade cerebral. Exemplo clássico, como enxergar um espaço quadrimensional, como prescreveu Einstein na sua teoria relativística? Então seria melhor se fôssemos cegos? Talvez seria melhor utilizar o nosso cérebro sem as nossas vistas?

Sugiro, desde já, que enxergue sem enxergar além do dia e da noite, o céu e o inferno, o tempo e o anti-tempo, o nada e o tudo. Será um bom exercício para ti. Faça-o, mas não exagere. Senão te chamarão de louco!


Grande abraço a todos.

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