O Medo da Felicidade Extrema
Sempre existe uma sensação de medo quando estamos muito felizes. Parece que existe uma força motriz organizada pelo nosso próprio subconsciente que promove, em nós mesmos, uma sensação oposta desse fenômeno instantâneo e agradável denominado felicidade.
Que coisa absolutamente natural e absolutamente estranha!
Imaginemos que consigamos em algum momento das nossas vidas realizar sonhos. Estes se concretizam. Se tornam realidade. Surge aquela felicidade instantânea. Momentânea. Aquele breve instante prazeroso. Aquela breve sensação de plenitude.
De repente, no auge dessa felicidade, nos deparamos naturalmente com o nosso medo. O medo de perder essa plenitude, de perder essa bela e esporádica sensação momentânea, tão difícil de acontecer no nosso dia-a-dia.
Esse medo decorre de uma complexidade de pensamentos ruins, ataques de ansiedade e de “imaginações completamente imaginárias”. Premeditações. Seria o reconhecimento de que aquele maravilhoso instante presente não iria perdurar pra sempre? Seria a aceitação de que o que é bom dura pouco?
Sempre isso ocorre comigo. Sempre estou buscando meus sonhos. Sempre procuro desequacionar a minha entropia. Desejo que ela permaneça no estado menos estacionário possível, apesar de sempre fugir desse regime transiente e buscar uma estabilidade utópica, ou estabilidade ideal. Por isso que, quando esta chega, ou tende a chegar, já desejo atingir outra, senão não teria sentido a minha vida. É, em outras palavras, a busca de um equilíbrio utópico em instantes reais de não-equlíbrio.
Quando consigo realizar alguns sonhos, naturalmente fico sempre com medo que algo ruim possa acontecer naquele momento. Parece que é uma sensação surreal chegar no ápice de um objetivo traçado com muita dificuldade. De superar um desafio e atingir um norte.
Neste momento de plenitude a figura do medo é estimulada através dessas cargas elétricas sobrepostas no meu corpo, na sua parte superior. Acima do meu pescoço. Cabe a mim apenas reconhecer esse instante natural, mágico, e reconhecer que tal fenômeno é algo inerente à nossa espécie.
E que não teria sentido a nossa vida sem os nossos medos. Ainda bem!
Grande abraço a todos.
Será mesmo que feliz é aquele que precisa argumentar razões para a própria existência?
Por Crownedvic.
Predomina, na sociedade estabelecida, a idéia de que um bom estado espiritual é aquele caracterizado por ausência de conflito, de dor, de incertezas, de instabilidades e de crises existenciais. Esse é o tipo de vida desejado em nossa cultura. É cultuado no pensamento estabelecido esse tipo de existência pacata, que está sempre em busca de conforto e repouso, incapaz de guerrear com os próprios pensamentos e sentimentos (e nisso entrar em profundas crises) com prazer.
Há uma diferença grande entre o tipo de vitalidade que se aspira à instabilidade, à incerteza e aos conflitos existenciais, e o tipo que se aspira ao repouso e à verdade absoluta.
No primeiro caso, trata-se de uma vitalidade saudável, que vê na dúvida, na contradição, no transitório, no perecível, algo belo e necessário. Aqui, a perdição no labirinto é amada e desejada. A vitalidade saudável não condena a própria existência por dela fazerem parte sentimentos dolorosos, perdas, crises, dúvidas, dores e conflitos. Tudo isso é afirmado como parte da vida, e a idéia de perfeição não é projetada para uma outra realidade na qual tudo seria estático e imperecível: esta realidade na qual se vive já é perfeita, não se deseja outra.
Já em relação ao tipo de vida que somente consegue imaginar-se plena quando a ausência de conflitos predomina, podemos notar uma repugnância à existência. Condenando o lado trágico da vida, que é o lado da crise, é um tipo de concepção que inventa o mundo no qual gostaria de existir. Esse processo é fruto da incapacidade de aceitar a própria existência: diz não à própria existência ao dizer como ela deveria ser. Numa reação hostil contra a própria existência, portanto, esse tipo de vida estabelece valores e virtudes que surgem de acordo com o desejo de uma outra realidade. A realidade, no caso, não é aceita, para tal vitalidade, trágica como é. Faz-se necessário sabotá-la e criar argumentos que justifiquem a tragicidade da vida e a própria vida. O que esse tipo de vida diz, nesse processo de reação, é: “mas como seria possível um mundo no qual tudo o que é vivo algum dia morre, sem que depois exista um outro mundo melhor?”, “mas como poderíamos sobreviver numa realidade na qual tudo algum dia irá perecer, onde nada é absoluto, eterno e imutável?”, “como poderíamos aceitar a idéia de que vivemos num mundo no qual há dor e sofrimento, e não teremos recompensa alguma após vivermos?”, “como poderíamos suportar a própria existência sem termos como garantia uma existência melhor no futuro?”… E esse tipo infeliz de vida vai e vai argumentando, procurando e inventando recompensas em mundos transcendentais, em “outras dimensões”, até que consiga encontrar razões para suportar a si mesmo e se convencer de que finalmente vale a pena existir.
É um tipo de vida que depende de promessas e argumentos para suportar a si mesma nesses sintomas de decadência, doença, degeneração. Essa ânsia em se chegar a um ponto no qual todas as “verdades” se aparentarão imutáveis é a vontade de não lutar mais, de não se mover. É a vontade de ver o todo se petrificando num eterno repouso. E essa vontade de repouso, de inércia, de ausência de destruição e criação, de ausência de movimento, é uma vontade de redução ao nada, de morte, que é a característica de organismos cansados e sofredores.
A vida (que é um incessante movimento de destruições e criações no qual o conflito é necessário) é desvalorizada em culturas que se alimentam por aquela concepção de vitalidade doente. Como resultado, consolida-se uma cultura decadente que se desenvolve tendo o nada como fim. Podemos perceber, com muita facilidade, em todos os âmbitos da nossa vida social, o predomínio desse tipo de aspiração ao nada, pois se trata de um conjunto de perspectivas e valores que se consolidaram em nosso imaginário. Está presente em quase todas as principais doutrinas da nossa história. É a base da nossa moral. O grande problema disso é que, pelo fato de tais perspectivas se consolidarem em nosso imaginário, elas acabam se apresentando como o modelo a ser seguido, como o “verdadeiro caminho”. E, como sabemos, são raras as pessoas que questionam os valores sociais e culturais estabelecidos. A grande massa só se preocupa em servir, e em reproduzir o servilismo do qual faz parte.
Dessa forma, conceitos como o de alegria, de felicidade, de “bem-aventurança” e afins passam a representar, como virtudes, aquele tipo de vontade doentia – e o que é mais triste: como caminhos para alguma salvação prometida. A afirmação da vida trágica como é passa, assim, a fazer parte do conjunto de concepções que devem ser negadas pelos homens, enquanto o não à própria existência passa a ser considerado virtude.
Em torno dessas reflexões, cabe aqui perguntarmos: será que uma existência pacífica, isenta de crises e conflitos existenciais e profundos momentos dolorosos (devido ao conforto que aquelas ilusões e promessas oferecem) é mesmo mais saudável do que uma existência na qual é freqüentemente presente o caos e profundos tormentos oriundos de guerras travadas com o próprio pensar?
A massa enxerga somente a superfície, as aparências. Enxergando somente as aparências, compreende-se bem porque essas visões rasas gostam de dizer que “feliz é aquele que se aparenta feliz”, “feliz é aquele que não pensa e não se contradiz”, ou seja, que feliz é aquele que está sempre tranqüilo e sorrindo, sem conflitos emocionais grandes, e sem pensamentos profundos que causem inquietações, auto-avaliações e tormentos. Mas, analisando profundamente, percebemos que uma grande alma é aquela que carrega, em si, além do sorriso, a profunda dor e o profundo sorriso. Quem não assume o lado negro da vida é atrofiado, mal acabado. E não há nada de verdadeiramente alegre e feliz em ser incompleto, por mais que, aparentemente, pareça. É preciso que aceitemos nossos próprios demônios, pois é assim – e somente assim – que podemos conhecer o verdadeiro paraíso.
E o que é esse verdadeiro paraíso? Esse verdadeiro paraíso é o aqui e o agora, é tudo o que existe, que acontece, tudo o que nunca irá acontecer e tudo o que ainda irá acontecer. É amar o fato de se estar participando da trajetória do universo sem desejar que ela fosse outra, sem desejar alguma recompensa por isso; é encontrar um sentido para a própria existência sem que para isso tenham que ser inventados argumentos sustentados por promessas ilusórias e embriagantes. É existir sentindo prazer em existir, e não precisar inventar argumentos que justifiquem a própria existência.
Safado. Demasiado Safado!
O ser humano é um bicho interessante e “safado”. Demasiado “safado”, no bom sentido.
Para esclarecer melhor a esperteza do ser humano, é necessário definir alguns conceitos fundamentais.
O primeiro deles é o balanço de massa, conhecido também como balanço de matéria. O que é isso? É uma equação matemática bastante simples que até uma criança é capaz de entender. Entretanto, quase ninguém reconhece a sua abrangência e magnitude. O balanço de massa diz que o que entra menos o que sai, mais o que é gerado e subtraindo o que é consumido, em termos mássicos, é igual a um acúmulo.
Em outras palavras, é simplesmente conservação de massa. Você pode, por exemplo, fazer uma experiência em você mesmo. Imagine que você seja esse sistema, onde entra algo, sai algo, alguma coisa é consumida e quiçá gerada. Será que haverá algum acúmulo?
Outro conceito é o balanço energético, ou balanço de energia. Na verdade o balanço de energia já abrange uma terminologia um pouco mais complexa, mas se for pensar bem, não é tão complexa assim. Conhece a tão famosa primeira lei termodinâmica? É basicamente aquilo lá. Super grosseiramente, é aquela simples diferença entre uma forma de energia em trânsito denominada calor e outra denominada trabalho. Ou melhor, essa diferença de energia é avaliada através do outro termo da igualdade e é, rigorosamente, o acúmulo. Porém, neste caso, este termo é a variação da energia interna de um sistema. Em outras palavras, o balanço energético é baseado na teoria clássica da conservação da energia.
O que mais interessa aqui é o acúmulo. Quando o acúmulo é nulo, podemos dizer que o regime daquele sistema é estacionário. Imagine você comendo um quilo de chocolate e evacuando exatamente a mesma quantidade. Nada de acúmulo. Pode-se dizer que, neste caso, o seu corpo ficou em estado estacionário. Ou seja, seu corpo não acumulou nada. O que entrou, saiu. Esse conceito pode se estender para inúmeras aplicações.
Da mesma forma a energia. Podemos considerar e imaginar, novamente, seu corpo. Desconsidere seu metabolismo. Desconsidere também a manutenção da temperatura do seu corpo a mais ou menos 36oC. Considere, também grosseiramente, que o acúmulo do seu sistema seja justamente a variação da sua energia interna. Pois bem, se não existe nenhuma troca de energia, seja na forma de trabalho ou calor, ou radiação, ou o que for, a variação da energia interna do seu corpo é nula.
Na verdade tudo isso acontece? Não.
Nosso corpo é um bicho safado. Esperto. Se dispõe de um metabolismo próprio que satisfaz às atividades do corpo. Para que seu corpo trabalhe bem, é necessário manter a temperatura a mais ou menos 36oC. Consequência disso? Seu corpo tem, por obrigação, que armazenar energia para que a temperatura do seu corpo se mantenha no ponto ótimo. Para isso, é necessário que entre energia. É justamente aí que está a “safadeza”. O que entra não é igual o que sai. Existe um acúmulo. Lembre-se que o acúmulo pode ser negativo, como também positivo, ou nulo.
O mesmo para a massa. Um ser humano nasce, necessita de nutrientes para sobreviver. Ele cresce. Fica adulto. Para isso, é necessário acumular massa no seu corpo. Se acumular demais fica gordo. Caso contrário, fica magro. O quilo de chocolate, ou qualquer coisa que o ser humano ingere não sai na mesma quantidade, muito menos qualidade. Na realidade isso nunca acontece. O ser humano é tão safado que absorve o que lhe interessa e joga fora o que não lhe é desejado. Contamina o meio ambiente. Absorve O2 e emite CO2. Bebe água potável e elimina uma água suja, com resíduos que ele mesmo criou e, consequentemente, rejeitou. Bicho safado.
O homem absorve a energia que somente lhe interessa, justamente pra mantê-lo em condições ideais de vida. Não somos auto-geradores de energia, nem mesmo auto-geradores de massa. Somente auto-consumidores. Para isso, é necessário equilibrar a equação do balanço de massa com a famosa entrada, para dar nulidade ao acúmulo. Nosso corpo deseja o equilíbrio. Ele busca, mas não consegue por si próprio. Por isso depende do meio para se equilibrar.
O consumo energético médio de um ser humano adulto é de 2.000 kcal (2,33 kWh). Se multiplicarmos a quantidade de energia que cada um gasta pelo número total de habitantes, a raça humana (7 bilhões) necessita consumir diariamente, no seu total, 16.282.000 kWh. Sem contar os excessos, como aqueles para a manutenção do seu conforto. Afinal, o homem descobriu que necessita de conforto para viver bem. Descobriu que nunca fica satisfeito com nada. E que sempre quer mais. Mas por favor, não faça igual ao Sr. Aquecimento Global, que consumiu no ano de 2006, na sua residência, 221.000 kWh. Para fins comparativos, repare a conta de energia da sua casa.
Pensamento consome energia. Vou parar por aqui porque já consumi energia demais.
Grande abraço a todos.
Fim do Mundo
Tem gente demais nesse mundo. Há dois séculos a população mundial não chegava a 1 bilhão de pessoas, hoje temos no planeta 7 bilhões de pessoas que precisam comer, beber, locomover-se e até se divertir, pois ninguém nessa multidão toda é feito de ferro.
A teoria da relatividade afirma que massa e energia são equivalentes. Isso significa que, para sustentar toda essa gente, uma quantidade de energia absurda na forma de recursos naturais deveria ser exaurida. Mas quem no planeta está se importando com isso? Eu creio que quase ninguém. A questão é: o que seria melhor para o planeta, a energia acumulada na forma de massa ou em outras formas de energia mais úteis? A Termodinâmica me ensinou que trabalho é uma forma de energia muito mais útil que calor. Mas e daí? Daí que trabalho é mais caro que calor? Mas por quê? Se você quer saber estude sobre balanço de energia, física, termodinâmica. Entretanto, acredite. Com esse contingente de pessoas no planeta, a energia está sendo acumulada numa das formas mais inúteis que se poderia imaginar.
As pessoas trazem mais problemas ao planeta que soluções. Somos uma forma de energia inútil e isso não é pouco. Não quero morrer e não quero que a humanidade seja extinguida da Terra. Porém, para o bem do mundo, é justamente isso que deveria acontecer. Esse papo de preservação de meio ambiente é balela. Com tanta gente no mundo é impossível preservar alguma coisa. Não quero ficar doido pensando no fim do mundo, pretendo até me especializar em engenharia do meio ambiente, mas a verdade é que estamos caminhando para a inutilidade completa. E a inutilidade completa é o fim.
A água potável é uma forma de energia incrível e de extrema utilidade, forma de energia vital. O que nós fazemos com nossa água potável? Eu, desde criança, lavei a varanda da minha casa até a calçada da frente com água potável, vocês não? Já desperdicei água demais e vou continuar desperdiçando, pois sou uma forma de energia inútil. Eu, desde pequeno, sonhei em ter uma mobília na minha casa feita de madeira de lei. Imagina, cortar árvores centenárias, destruí-las só pra minha casa ficar imponente! Já sonhei com isso demais e se um dia eu ganhar muito dinheiro, vou comprar sim essa mobília cara. Em Araxá, cidade próxima a cidade onde eu nasci, existe uma mina de Nióbio que pode ser explorada por pelo menos 450 anos. A empresa que explora essa mina é rica e se um dia eles me contratarem, trabalharei com eles com todo prazer. Por que não? Vou ajudá-los a acabar com a paisagem e com a riqueza mineral daquela região que me criou. Vou sim. Eles pagam bem. O fato é que nossos sonhos, como também o esforço que fazemos para nos sustentarmos a qualquer passo que damos, inevitavelmente transformarão o planeta numa forma de energia mais inútil. A natureza nos fez assim, não temos culpa.
Eu fico pensando… Porque se preocupar com essas coisas? Acho que o fato de pensar me leva a esse tipo de reflexão. Talvez a natureza permita que nossos filhos sejam uma forma de energia mais útil que a nossa e o planeta dure por mais tempo. Mas enquanto isso não acontece, vamos beber e amar que o mundo vai acabar!!!!
Um enorme abraço a todos!!!!
A TV Globo é Inteligente. E Até Demais!
A TV Globo é uma emissora inteligente. Absolutamente inteligente. É uma empresa. Ganha dinheiro. Procura ganhar dinheiro, como qualquer empresa. Se ela não se preocupar em adquirir capital, ela vai falir, fechar, a não ser que seja subsidiada. A última opção pode muito bem acontecer. Por que não? Como também o contrário. Não há problema algum uma emissora de TV lucrar, o mesmo para um time de futebol popular.
Imaginem o nosso querido país tupiniquim sem a TV Globo! Uma emissora superpoderosa que faz as pessoas se programarem no seu dia-a-dia para assisti-la. “Cara, eu não posso falar contigo agora porque tá passando o final da novela”. Aproveitando a prosa, sempre em finais de novela acontece a mesma coisa. Detalhadamente, no último capítulo, ocorre a tão esperada revelação do assassino(a) da vítima. Provavelmente o vilão da novela morre, e feio. O amor impossível no decorrer de toda a novela é atado no último capítulo. Pessoas choram. Se comovem. Audiência garantida. Atores são conhecidos e consagrados. Ainda comem pizza de graça no programa dominical.
Se não fosse a TV Globo não existiriam emissoras menores. Nem programas contra a TV Globo. Diz aquele ditado que, quando se forma um grupo dentro de uma maioria, e este grupo apoia algo, provavelmente o grupo que está de fora não o apoiará. Maravilhosa a nossa democracia! É igual na faculdade. Um grupo de colegas é selecionado para estudar, por exemplo, na França. Para os que vão, é uma experiência fantástica. Ficam felizes por terem sido selecionados. Agora, os que não vão ficam revoltados com o processo de seleção, que foi injusto, ou que tal aluno é puxa-saco do professor que organizou a seleção. Ou seja, quem não faz parte das organizações Globo a critica. E é pra isso que servem essas emissoras menores, para criticar a maior. É a aceitação da sua não-inclusão nessa super emissora.
E o pessoal faz a festa. Tem um canal menor que só fala da TV Globo, do cotidiano dos seus atores, dançarinas e até cabeleireiros. Apresentadores e cantores. Muitas vezes essas pequenas emissoras não tem uma identidade própria e aproveitam a audiência maravilhosa da outra para sugarem alguns pontinhos para elas. E mais, falam de apresentador que foi assaltado aqui, de atriz global que tava andando na rua com uma minissaia sem calcinha acolá. Alguns programas aproveitam e fazem uma sátira dessa própria manifestação antiglobal imitando, por exemplo, alguns glamurosos repórteres nas festas luxuosas numa maneira bastante cômica. O interessante é que eles revelam o quanto que o inglês de alguns glamurosos repórteres é bom, como por exemplo a imitação de um repórter que lia um cartaz em inglês para entrevistar uma popstar estadunidense. São manifestações cômicas, espontâneas, porém não fogem do padrão global.
O que é o padrão global? É o padrão de qualquer emissora de TV. Qual é o padrão de qualquer emissora de TV? Ter a maior audiência. Se tem audiência, têm anunciantes, bufunfa, dindim. Como que faz para ter a maior audiência? É só passar na TV o que o povo gosta de assistir. Pois bem, o que o povo gosta de assistir?
A TV Globo é esperta. É até esperta demais. Ela garante à população programas educativos durante todo o seu tempo? Não vale a pena. Isso não dá audiência. Tanto que o Globo Ciência e Globo Ecologia passam de manhã, quase de madrugada, a partir das 6:30h. Até a TV Cultura, que por obrigação deveria passar somente programas educativos, admite que não respeita essa lei por questões estratégicas. Não atraem espectadores, e consequentemente anunciantes.
Dessa maneira, quanto mais passar entretenimento de alto nível, que dá audiência, como beldades e rapazes bonitos, a audiência é garantida. A banda que tocar no palco não pode, de maneira alguma, ser aquela que não toca na rádio. Os rapazes não podem ser muito corretos, sérios ou completamente nerds. E tomara que a banda tenha duas dançarinas com minissaia, caso não tenha disponível essas maravilhas no palco do programa. Para entender melhor essa discussão, basta assistir o desenho dos Simpsons. Qual o personagem que o povão mais gosta? E que o povão menos gosta? Quem terá simpatia por uma personagem que toca saxophone e é defensora do meio ambiente? Não é melhor gostar do idiotão, engraçadão que sempre dá mancada na vida? Outro exemplo, se este blog for pautado em uma emissora de grande porte, pode ter certeza que a sua audiência será zero.
Falando em simpatia e audiência, um especialista em meio ambiente apareceu na TV em um programa dominical. Ficou 5 minutos. Depois disso entrou um cantor popular com seus dançarinos e dançarinas. Ficaram durante todo o resto do programa. O especialista em meio ambiente estava alertando a população sobre os impactos no clima devido aos gases de efeito estufa, tema global que está tirando o sono de muita gente. Resultado: o especialista foi mornamente aplaudido pela platéia quando foi embora e o cantor popular foi aplaudido de pé.
E a propaganda segue o bonde da TV pela audiência. Nos horários de grande audiência, nada de apelo educativo. De estímulo à leitura, ao cinema, à arte. O povão não gosta disso. O povão gosta é de homem bebendo cerveja e mulher mostrando seu corpo queimado com marca de biquíni. Cabelo grande, rosto bonito. O “gordinho” nem se fale. Quando ele aparece, o chamam de redondo. A beleza é entretenimento. É lazer. Mulheres magras, lindas, provocantes. Tudo isso é garantia de sucesso e de audiência global. Garantia de anunciantes. De dinheiro. E não se esqueça que quarta-feira é dia de beber cerveja.
Quem sabe um dia seremos espertos assim!
Grande abraço a todos.
Cada Dia Mais Ignorante!
Cada dia que passa eu me sinto mais ignorante.
Sempre há questionamento para várias coisas. Muitas delas têm explicação. Outras não têm. E muitas dessas sem explicação os especialistas não têm a mínima idéia de como resolvê-las. Será que está aí a chave para a motivação da nossa vitalidade? Fazer descobertas? Descobrir coisas novas para que a humanidade fique cada vez melhor? E o mundo tá melhor mesmo?
Se você faz uma autoavaliação da sua felicidade, será que você realmente tá feliz? Satisfeito? Muitos, pelo menos externamente, dizem pros amigos que estão bem. De fato, não cai bem falar pro amigo que você não tá bem, que está frustrado com alguma coisa. Entretanto, no mundo dos perfeitos, a felicidade é obrigatória. Se não estiver, basta assistir alguns programas que passam à tarde na televisão, ou outros de dieta para emagrecer, ou até mesmo ler livros de auto-ajuda que não faltam por aí.
Mas o que felicidade tem a ver com ignorância? Podemos dizer que as informações atuais que estamos recebendo, seja pela imprensa escrita, internet, ou até mesmo televisão se multiplicam a cada dia que passa. É como o caso do ventilador. Quando você liga o ventilador é possível, inicialmente, enxergar o giro de suas hélices. À medida em que aumenta a sua velocidade de rotação, nossa visão já deixa de enxergá-las. A mesma coisa para o nosso conhecimento. É tanta informação, tanta informação, que o homem acaba não absorvendo tudo que está em sua volta. Ele deixa de enxergar a hélice do ventilador.
Resultado disso? Sabemos de quase nada, exceto naquilo que somos especialistas. O mundo se tornou o mundo dos especialistas. Ou seja, somos ignorantes na maioria dos assuntos, e quem sabe, até mesmo no que mais conhecemos. Cérebro limitado. Nosso cérebro não consegue processar e armazenar essas informações que nos são oferecidas no nosso dia-a-dia. Basta se conectar na gloriosa internet. E o pior, somos muito curiosos! Queremos saber de coisas que muitas vezes não temos a mínima idéia de como seria a resposta ou explicação. Como por exemplo o mais tradicional dos questionamentos: Pra onde vamos depois do último suspiro?
Até mesmo outros tipos de curiosidades. O que os jornalistas tanto conversam depois que o jornal acaba? Por que morreram pouquíssimos animais, exceto o homem, naquele Tsunami que ocorreu na Tailândia? Porque sempre há um monólogo quando você conversa com outras entidades metafísicas? Será que é porque eles não falam inglês, ou sua língua nativa? Por que o macaco, que se diz irracional, descasca uma banana e não come a casca? Se eles são realmente burros, ou irracionais, teriam que comer a casca, não? Qual a origem do universo? É como diz a Bíblia sagrada, no sétimo dia? Ou é baseada na teoria da Singularidade? Ou nenhuma das alternativas anteriores? Já chegou a se perguntar por que alguém chega pro outro falando que está “pegando no boi“? E como é que essa humanidade surgiu? Existem ETs? Ou somos ETs de nós mesmos? Porque no futebol nem sempre o favorito ganha? Porque a engenharia é uma ciência não exata? Quem inventou a matemática? Será que não haveria um sistema numérico mais eficiente do que a matemática? Quem inventou o tempo? Por que temos sete dias em uma semana? Por que não temos 5? Ou 4? E quem começou a contabilizar esse negócio de tempo?
É muita informação.
Grande abraço a todos.
Eu Não Sirvo
Por Crownedvic.
Ao caminhar pelas ruas, noto que há algo muito errado com os transeuntes. Seus olhares vagos, secos e sem brilho, atados por uma sedutora e cruel utopia, denunciam a desesperada embriaguez pela qual são dominados.
Marchando sob um imponente firmamento trançado por valores velhos e mórbidos tombado sobre suas costas, seguem seus rumos, como dedicados soldados, em direção ao auto-aniquilamento. Suas vidas não passam de meras reproduções de um decadente conjunto de idéias doentias, que se oficializaram como valores, e se consolidaram em suas vísceras ao tornarem-se tradição. Mas ninguém percebe o quão prejudiciais são as naturezas das perspectivas que originaram tal tradição. E como perfeitos servos, apenas se preocupam em servir, sem que percebam o quão servos são.
E, à medida que suas preciosas vidas vão, a cada ano, se consumindo, escorrendo por entre os dedos e se aproximando da última gota, esses devotos escravos servem, servem, servem, e servem.
E acreditam, mesmo existindo sob uma condição tão asfixiante, que no fundo no fundo são felizes, ou que algum dia virá a felicidade (nem que seja após a morte), e que tudo ou quase tudo é lindo e maravilhoso, que coisas ruins acontecem com todo o mundo, mas que todos nós devemos agradecer ao nosso deus por termos o que temos, pois há pessoas que não têm nem onde caírem mortas e mesmo assim ainda agradecem… E, quando o já familiar vazio existencial toma conta dos seus corpos, basta darem uma ida aos shopping-centers, aos botecos, às boates, aos estádios, e a todo misericordioso e aconchegante calor-humano, farmácia ou consultório escuro que sirva de aconchego. Diversão e remédio é o que não falta!
Será que há algo mais perigoso do que um conformismo tão extremo? Conformismo, aqui, diz respeito a não tentar viver uma vida diferente do modelo que é imposto pela sociedade, é não ousar dizer “não” à ordem estabelecida a favor de um “sim” a si próprio, é continuar desperdiçando a própria vida como um cão doméstico numa covarde e triste fuga de si mesmo.
Há anos vinha eu defendendo o argumento de que as pessoas estão com suas consciências presas porque são manipuladas pelo perverso “sistema”. Defendia eu que a humanidade se transformou num grande rebanho porque há um forte condicionamento social que a envolve e determina grande parte da personalidade dos indivíduos desde o nascimento. E, como solução para o rompimento dessa prisão, acreditava eu que tudo o que seria preciso era oferecer à massa alienada um pouco mais de esclarecimentos e oportunidades para o exercício da reflexão e do questionamento.
Bom, isso pode até funcionar vez ou outra, mas hoje já não me faz mais sentido ter esperança na capacidade de as pessoas se libertarem a ponto de o mundo se salvar. Estão todas tão comprometidas com suas alegrias superficiais, fúteis, vulgares, instantâneas e ilusórias, que não vêem motivos para trocarem tão miserável entorpecimento pela dura e trágica visão nua e crua da realidade.
Não que eu acredite que seja possível alguém saber o que de fato é “a realidade”. Mas posso dizer com segurança que a vida não é uma simples roda de violão. Por que ninguém acorda? Quando é que os efeitos dos alucinógenos irão acabar, e as pessoas perceberão finalmente que a vida é bela sim, mas não no sentido banal como costumam ver em novelas e em comerciais de margarina, e que a felicidade só é alcançada quando se decide mergulhar nos próprios medos, para depois se escalarem os próprios abismos? Viemos ao longo da história sempre criando grandes doutrinas e correntes filosóficas que surgem principalmente sob a vontade de repulsa à própria existência, que nos ensinam a auto-renúncia e o não a tudo o que nos torna corajosos, independentes, autônomos, saudáveis, criadores e livres.
É o ódio à própria natureza que tem residido no espírito do homem. O pensamento ocidental, que é o dominante, possui como principal alicerce o ódio, e talvez seja oportuno finalmente perguntar: como, então, poderia o homem se libertar de todo esse torpor? Há uma infinidade de diagnósticos dados por pensadores denominados “humanitários” para esse tipo de questão. Uns dizem que o segredo está no fim do capitalismo, outros dizem que o segredo está no processo de conscientização das massas. Uns dizem que o segredo é transformar primeiro a estrutura social, outros dizem que o segredo é transformar o indivíduo primeiro com tal ou qual enfoque teórico. E por aí vai. Mas eu pergunto: de onde a realidade social decadente na qual vivemos surgiu? Pois a nossa tradição, a nossa moral, os nossos valores, tudo isso, é criação humana. Somos nós os responsáveis pelo nebuloso mundo no qual vivemos. Nada disso caiu do céu de repente, ou nos foi dado de presente por algum gigantesco disco-voador: fomos nós, homens, que transformamos, e com muito prazer, o paraíso no qual surgimos num real inferno. E fomos nós que inventamos crenças e verdades secas, frias e murchas para nos confortarem e nos fazerem acreditar que não estamos num lugar ruim e assim podemos suportar nossa própria natureza repugnante e vil.
Será, portanto, que faz sentido ter esperança que um dia, o homem, arquiteto do seu próprio inferno, resolverá “consertar as coisas”? Por que estaria faltando o homem ainda perceber o que está errado, já que tudo o que ele criou foi de acordo com sua própria vontade? O que penso, hoje, é que o homem transformou o mundo à sua imagem e semelhança, e que por isso não faz sentido para ele querer outra coisa. Afinal, aconteceu o que deveria ter acontecido, e não podemos esperar algo melhor. Tem sido provado na prática que nosso potencial só vai até aí. A felicidade da humanidade é a própria danação. Se não fosse isso, não estaríamos na situação atual.
Finalmente me despedi do meu compromisso em querer conscientizar as pessoas, em “melhorar a humanidade”. Não acredito mais que as pessoas queiram se libertar. Parece-me muito mais coerente pensar que elas gostam mesmo é de servir. Quanto a “salvar o mundo”… Sinto vontade de rir quando me lembro dos dias em que eu me portava como se fosse alguma espécie de “messias”. Sempre que perspectivas diferentes, como as minhas ou as de outras pessoas excêntricas, se expressam, imediatamente eles nos crucificam. E, francamente, não consigo mais encontrar motivos para tentar ajudar uma espécie corrupta como a nossa – e nem tenho mais interesse algum em procurar. Hoje me declaro, para o mundo, morto, porque me declaro vivo para mim e para a minha história.
Falando assim, parece soar pretensioso da minha parte esse julgamento que faço da espécie humana, da qual obviamente também faço parte. Bom, penso mesmo que a natureza humana é a mais corrupta de todas, mas também penso que não somos todos iguais e que por isso, vez ou outra, nascem raras pessoas com uma sensibilidade refinada e especial. Me considero uma dessas pessoas. E você, amigo leitor? Ficará aí de cara fechada rogando pragas para mim, ou provará a si mesmo que é diferente desse exército de soldados despersonalizados e proclamará um sagrado “SIM” a si mesmo, assumindo sua condição de vida criadora e senhora de si? Eu faço parte dos poucos sujeitos que decidiram declarar guerra contra o mundo, porque EU NÃO SIRVO, e não estou disposto a gastar minha vida como um bêbado acomodado numa floresta encantada. E você, de que tipo de vida é feito?
Abraços.
Criança esperança
A meu ver, a única coisa que difere um homem de um animal é sua capacidade de pensar, raciocinar e se expressar.No resto somos movidos pelo instinto e assim sendo, nos igualamos a qualquer animal. Bom, se o que temos de diferente é o pensar, o raciocinar e o expressar, o que temos feito para exercitar esses dons que nos difere dos outros animais? Hoje eu fiquei pensando sobre isso e cheguei a conclusão de que a melhor maneira é nos educarmos. A educação é sem dúvida a salvação. Quanto mais a gente aprende, mais nosso raciocínio fica apurado, nossa vontade de estudar cada vez mais aumenta, a gente sente segurança de escrever sobre o que quer que seja e o mais importante, temos a capacidade de criar, de modificar o mundo a nossa volta. Muitos estudam para conseguir um bom emprego. Mas porque diabos as melhores empresas preferem os caras que estudaram pouco? E pensando bem, um cara com um nível de educação adequado não sai correndo atrás de um emprego, ele monta o próprio negócio e os outros com nível de instrução inferior são contratados por ele. Cada dia que passa eu valorizo mais e mais a educação e vejo que na atual sociedade ela é a chave do sucesso ou do fracasso. Uma vez eu fui chamado de fracassado por não ter me formado com meus amigos. Hoje eu vejo que a pessoa que me chamou de fracassado estava certa, educação é muito importante. Ou seja, se você a tem você é tudo, se não a tem que chance você terá no mercado? Hoje sou muito grato por ter recebido essa crítica que é importantíssima. Quanto tempo do seu dia você dedica a sua educação? Você é capaz de educar uma outra pessoa, por exemplo uma criança? Você é capaz de educar uma criança? A população brasileira tem um nível de educação adequada? Será que o Congresso Nacional tem um mínimo de educação? Final de ano é época de programas como o “Criança Esperança“, da Rede Globo. Aliás, como é bom lembrar da maior emissora “deste país”. Em 2006 a Globo teve um lucro líquido de 179 milhões de dólares. Você sabe o que é lucro líquido? Quanto tempo da programação da TV Globo é dedicada a educação? A Globo podia nos ensinar a ganhar dinheiro como ela pois, em matéria de educação, somos crianças e ainda temos esperança. Afinal, a esperança é a última que morre. Durante todo o ano, o tempo que eu me dedico na frente da programação da Globo ja é demais. Esse ano eu não vou dar um centavo ao “Criança Esperança” e não vou ficar com remorso.
Um enorme abraço a todos!!!!
Uma Nova Humanidade
Humanidade, humanidade. Que maravilha!
Seres sábios, ou seres sapiens, pertencentes a uma subfamília privilegiada de mamíferos chamada Hominoidea. Esse é o ser humano. Essa espécie limitada fisicamente e capaz de pensar, e o mais interessante, capaz de se comunicar através de uma linguagem. Talvez, pela limitação física, o homem deve ter começado a pensar, para que sobrevivesse nessa selva chamada Terra.
Foi o homem, esse mesmo, que passou a controlar o fogo, a observar a natureza de uma maneira diferente. Percebera que com uma pedra lascada, mesmo com sua limitação física, era possível combater o inimigo, ou outro animal. É a essência deste planeta terreno, o mais forte sobrevive. Esse mecanismo de competição já é antigo, desde os primórdios. E isso ficou na nossa cabeça. O homem, por exemplo, enxerga o “way of life” dos nossos conterrâneos terrestres dinossauros da mesma maneira que a nossa. Animais competindo entre si, disputando espaço e buscando o seu harém.
Seres competitivos, desde os primórdios, são os habitantes deste planeta. Afinal, a Terra é o palco da vida. Portanto, para que se viva nesta selva, você tem que ser o melhor. Senão não sobrevive. Nessa última opção, ou passa fome, ou é comido por um predador, ou até mesmo fica tão frustrado com a vida, triste, desanimado, e opta pela morte. Vida cruel a vida terrena. Mal aventurados são estes animais terrenos.
Resumindo, a própria estrutura do nosso planeta já favorece a sua autodestruição, a não ser que nenhum ser vivo opte pela vida. É algo meio que impossível. Talvez, se todos os animais se reunissem, como o gavião, o pato, o jacaré, o leão, a girafa, o homem, o chipanzé, a bactéria, dentre outros, e chegassem a uma conclusão de que a vida não tem sentido nessa selva, talvez seria mais real do que imaginária a sobrevivência do planeta.
Ora, a discussão atual de parte da subfamília Hominoidea é essa. Como preservar o planeta? Pena que os jacarés, os búfalos e muitos elefantes estão desinteressados sobre esse assunto, como quase todos os Hominoidea. Nessa derrocada, acredite, fazendo um prognóstico bem alegre, festivo, o caminho é o fim do planeta. E esse momento já está bem próximo. Quem sabe o início de um novo ciclo?
Como se diz, somos limitados, nosso cérebro é limitado. Repetindo o exemplo, o caso dos dinossauros. O homem sempre imagina uma outra sociedade, ou até outra manifestação biológica, parecida com a nossa. Um extraterrestre, por exemplo, tem que ser um humanóide com uma manifestação linguística parecida com a nossa. E mais, pra piorar, tem que falar inglês, como nos filmes hollywoodianos. Além disso, o extraterrestre tem que ser bípede. Cabeça avantajada, pois se imagina que, para que ele tenha chegado neste planeta competitivo, teria que ter no mínimo inteligência. E para ser “inteligente”, teria que ter um cérebro, ainda sim na região superior do resto do corpo.
Estou propondo aqui neste texto uma nova humanidade, não humanóide, já que nosso fim é certo e um novo ciclo terreno estará por vir. Afinal, ninguém se importa mesmo com o planeta, não é verdade? A competição sempre foi presente entre os animais. Com o fictício progresso humano e sua evolução, essa competição tem o mesmo caráter primordial, porém é manifestado atualmente através de outros fins. Mas no fim das contas acaba na mesma coisa. Busca pela sobrevivência, pelo poder. É a animalidade, é a opção por viver na selva. Ninguém tá nem aí pra ninguém, cada um por si e Deus contra todos. E nem adianta rezar!
E o pior, alguns Hominoidea até já reconhecem que o planeta está com seus dias contados. Mas não adianta nada, somos quase 7 bilhões de bichos pretenciosos tentando sobreviver. Não adianta cada um fazer sua parte. Somos muitos. Não é isso que a maioria pensa?
Pois bem. Se nossos dias estão contados, proponho, de antemão, uma nova humanidade!
Grande abraço a todos.
Quem no Brasil precisa da Rede Globo?
Você sabia que durante a última ditadura que o Brasil foi vítima, a Globo foi a grande captadora de verba puclicitária do regime? Isso significa que para se benificiar e se fortalecer a Globo foi uma das instituições que apoiaram o regime militar na época. Hoje, por todos os telejornais da emissora, essa prática é classificada como lobby. Eu também não sabia que em 1988, antes da votação da constituinte, o então ministro das comunicações Antônio Carlos Magalhães distribuiu 1028 concessões a deputados e senadores para que eles votassem uma lei na constituição que facilitasse a renovação de concessão dada pelo governo a empresas como a Rede Globo. Hoje eu entendo porque foi tão enfática a cobertura dada pelos atuais meios de comunicação a morte do generoso ACM. Mais uma constatação intressante é que a farra de concessões dada a parlamentares foi no mês de setembro de 1988, mês que antecedeu a promulgação da Constituição. Esse ano todos nós ficamos perplexos quando soubemos que o senador Renan Calheiros recebeu dinheiro da empreiteira Mendes Jr. Imagina se o povão soubesse que a sagrada Rede Globo fez a mesma coisa em 1988. Hoje, a Constituição Federal estabelece que, para uma concessão não ser renovada, é necessária a deliberação de 40% do Congresso Nacional em votação nominal. E, para ser cancelada, requer decisão judicial, contrariando assim a prestação de serviço público.
Eu não vou deixar de assistir uma novelinha aqui e ali, mesmo sabendo dessa prática da Globo, mas eu fico triste e contrariado que a corrupção no Brasil acontece o tempo todo e que o povo é sempre manipulado, seja por uns ou por outros.
Uma última notícia, dia 05 de outubro de 2007 vence mais uma concessão da Rede Globo. Será que alguém no Brasil vai querer a renovação?
Abraço a todos!!!!

