Fim do Mundo

Tem gente demais nesse mundo. Há dois séculos a população mundial não chegava a 1 bilhão de pessoas, hoje temos no planeta 7 bilhões de pessoas que precisam comer, beber, locomover-se e até se divertir, pois ninguém nessa multidão toda é feito de ferro.

A teoria da relatividade afirma que massa e energia são equivalentes. Isso significa que, para sustentar toda essa gente, uma quantidade de energia absurda na forma de recursos naturais deveria ser exaurida. Mas quem no planeta está se importando com isso? Eu creio que quase ninguém. A questão é: o que seria melhor para o planeta, a energia acumulada na forma de massa ou em outras formas de energia mais úteis? A Termodinâmica me ensinou que trabalho é uma forma de energia muito mais útil que calor. Mas e daí? Daí que trabalho é mais caro que calor? Mas por quê? Se você quer saber estude sobre balanço de energia, física, termodinâmica. Entretanto, acredite. Com esse contingente de pessoas no planeta, a energia está sendo acumulada numa das formas mais inúteis que se poderia imaginar.

As pessoas trazem mais problemas ao planeta que soluções. Somos uma forma de energia inútil e isso não é pouco. Não quero morrer e não quero que a humanidade seja extinguida da Terra. Porém, para o bem do mundo, é justamente isso que deveria acontecer. Esse papo de preservação de meio ambiente é balela. Com tanta gente no mundo é impossível preservar alguma coisa. Não quero ficar doido pensando no fim do mundo, pretendo até me especializar em engenharia do meio ambiente, mas a verdade é que estamos caminhando para a inutilidade completa. E a inutilidade completa é o fim.

A água potável é uma forma de energia incrível e de extrema utilidade, forma de energia vital. O que nós fazemos com nossa água potável? Eu, desde criança, lavei a varanda da minha casa até a calçada da frente com água potável, vocês não? Já desperdicei água demais e vou continuar desperdiçando, pois sou uma forma de energia inútil. Eu, desde pequeno, sonhei em ter uma mobília na minha casa feita de madeira de lei. Imagina, cortar árvores centenárias, destruí-las só pra minha casa ficar imponente! Já sonhei com isso demais e se um dia eu ganhar muito dinheiro, vou comprar sim essa mobília cara. Em Araxá, cidade próxima a cidade onde eu nasci, existe uma mina de Nióbio que pode ser explorada por pelo menos 450 anos. A empresa que explora essa mina é rica e se um dia eles me contratarem, trabalharei com eles com todo prazer. Por que não? Vou ajudá-los a acabar com a paisagem e com a riqueza mineral daquela região que me criou. Vou sim. Eles pagam bem. O fato é que nossos sonhos, como também o esforço que fazemos para nos sustentarmos a qualquer passo que damos, inevitavelmente transformarão o planeta numa forma de energia mais inútil. A natureza nos fez assim, não temos culpa.

Eu fico pensando… Porque se preocupar com essas coisas? Acho que o fato de pensar me leva a esse tipo de reflexão. Talvez a natureza permita que nossos filhos sejam uma forma de energia mais útil que a nossa e o planeta dure por mais tempo. Mas enquanto isso não acontece, vamos beber e amar que o mundo vai acabar!!!!

Um enorme abraço a todos!!!!

2 Comentários

  1. santaum disse,

    16 Outubro, 2007 às 5:59 pm

    Caro Marcílio,

    É muito interessante a sua ironia. Entendo também perfeitamente a sua insatisfação momentânea. Você expressa uma ironia interessante. Ao mesmo tempo que você se revolta para o mundo, você se remete ao ato comum da maioria populacional.

    Ademais, acredito que seja possível, mesmo com a superpopulação e tecnologia, avançar na questão ambiental minimizando o consumo, principalmente futilidades. Também temos que reconhecer, como você disse excelentemente no seu post, que somos um bicho safado. Bebemos água potável e despejamos para a natureza água não potável, absorvendo somente o que nos interessa. O mesmo para os alimentos.

    Muito interessante essa reflexão comum. Mas tomara que seja rico e não abuse da sua riqueza, evitando consumir futilidades, hehehe. E tenho certeza de que não fará isso.

    Grande abraço meu amigo!

  2. marcilioestefanio disse,

    16 Outubro, 2007 às 7:20 pm

    A ironia é uma ferramenta interessante,quero aprender a usá-la melhor.Escrevi tendo a certeza de que você me entenderia,claro que não vou usar e abusar da natureza.Muito menos quero desperdiçar o que nos sai caro.É muito bom botar todas essas idéias pra fora.Obrigado pelo precioso comentário.


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