Warren Buffet tem uma fortuna pessoal de 62 bilhões de dólares. Carlos Slim tem 60 bilhões de dólares e Bill Gates, que está em terceiro lugar na célebre publicação da revista Forbes sobre os homens mais ricos do mundo, tem apenas 58 bilhões de dólares de fortuna pessoal, tadinho.
Entre eles e todos nós, existe a affluenza, denominação dada ao sentimento de culpa provocado pelo abismo existente entre os muito ricos e o restante da humanidade. Legal né?
Acredito que o combate à pobreza do mundo começa pelo combate à riqueza, ou seja, uma luta inútil por completo já que a humanidade caminha em busca da felicidade, uma utopia.
Santaum disse,
15 Abril, 2008 às 11:51 pm
Interessante.
Agora, uma coisa é válida nesse dualismo: o RICO depende do POBRE. Se não fosse o POBRE, o rico não seria rico e vice-versa. Essa dependência é avassaladora e fruto do modelo econômico recente, chamado de capitalismo.
Tava pensando em uma coisa absurda pela minha ignorância, mas é um absu rdo de certa forma bastante engraçado. O dinheiro no mundo é constante? Digo, a quantidade de dinheiro no mundo é constante? Como que surge o dinheiro? Como ele é gerado? Partindo dessa ótica, a população aumenta. Obviamente, isso já uma premissa básica de que esse somatório total não é constante. Não podemos associar a lei de Lavoisier para a matéria com uma fictícia lei de conservação do total de dinheiro.
E a pergunta que não quer calar: A gente não cria dinheiro. Isso é controlado. Mas é controlado por quem? De quem são as decisões? Sobre as consequências dessas decisões, quem paga o pato?
Grande abraço Marcílio.
crownedvic disse,
16 Abril, 2008 às 11:10 am
Marcílio, muito legal seu post. Eu não conhecia o termo “affluenza”.
Concordo quando você diz que a felicidade alcançada pela humanidade é uma utopia.
Felicidade não é direito da humanidade, e sim de homens que poderíamos denominar como seres de uma outra categoria, espécie ou o que for. Porque humanidade é essa massa de vermes que sente prazer em transformar o vinho em água, o paraíso em lodo e em poçilga. Isso é humanidade.
E, como se não bastasse, inventa dinheiro (e gosta muito disso) também…
Santaum, quem criou o dinheiro foram os homens mesmo, e juntamente com isso foi estabelecido que para qualquer coisa à nossa vista deveremos perguntar: “quanto?”.
O dinheiro pode ser impresso na casa da moeda, é um simples pedaço de papel; mas a estupidez das pessoas elevam esse simples pedaço de papel a um status sagrado.
O dinheiro não é constante. Na verdade, “o dinheiro” é apenas uma espécie de “vale” representada por moedas, pedaços de papel denominados “notas” e números em contas bancárias. E toda a lógica referente a preços e valores monetários se sustenta em valores fictícios e em alguns momentos arbitrários. Vivemos num mundo no qual cada “coisa” tem um valor monetário e, para cada “coisa”, haverá cédulas e moedas disponíveis. A casa da moeda está aí pra isso. E, se alguma empresa lança um carro novo, juntamente com isso virá um novo “valor” e para isso dinheiro circulável não faltará. O interessante é que o “espírito da coisa” está na desproporção, ou seja, no acúmulo de capital por uma minoria da população. Dinheiro também pode ser visto como uma mercadoria, ele também é comprado, de certa forma, e compra quem tem dinheiro…-…-…
Como você disse, o rico depende do pobre, e é por isso que exemplos como a “queima dos sacos de café” – evento que ocorreu num passado na nossa história brasileira – ocorrem. Capitalismo é centralização, desproporção, concentração, desequilíbrio, empobrecimento, enriquecimento.
Acredito que hoje não estamos no controle do dinheiro. Ele criou vida própria. Criamos um monstro que aprendeu a respirar, andar, cantar, dançar, rir, guerrear, ensinar e a nos domesticar. Ninguém está no controle, nem os bilionários. Olhe para o Estado, a “cultura”, a mídia, a história e tudo que está à sua volta. Quem (ou melhor, o quê) está no controle?.