Intertextualidade
Dunno about you, mas houve uma época onde tudo me parecia bem definido e estático. Aquela época fundamental de jardim quando matemática é matemática e português é português. Aquela época desligada durante o médio quando você escolhe exatas, humanas ou biológicas. Aquele quando quando tudo é preto ou branco, onde Cabral descobriu o Brasil e tudo que se ouve é verdade. After that, just what you read is true.Mas então surge a época da intertextualidade. Mestres enchem a boca ao dizer que a maestria deles rege as outras, e não o contrário.
Houve a época em que existiam inteligentes e burros, bons e maus, certos e errados, sábios e idiotas. Mitologia era ciência ultrapassada e os antigos eram antiquados e enterrados numa simplicidade sufocante e ignorante.
Mas então começo a ver que o que não importa realmente te ajudou a perceber o que ninguém viu [ou, agora, se importou em ver ou mostrar que enxergou]. Agora eu, o simples idiota cercado pela ignorância e prepotência. Como nossos pais faz sentido. Gente brilhante existiu e mudou, gente fútil passou-se por brilhante. É tudo cinza.
Procurar um lugar onde as pessoas confessam que não sabem. Mas lá, ver que tudo é, realmente, uma coisa só. O evidente efeito borboleta, mais visível do que nunca, mesmo que mais sutil do que nunca. A análise de tudo junto, após olhar pra tudo separado. A peça do quebra cabeça. Quantum entanglement. Se tudo já foi uma só partícula, se tudo se desenvolveu no tudo de hoje, então tudo está ligado com tudo, porque tudo já foi um só. E isso é física. Mais um pedaço da grade pra analisar o lado de fora, tentando acabar com as grades.
E agora Édipo e Chronos encontram o Paradoxo do Avô. Mas tava na cara. Difícil de resolver aqui? Mude as leis. Não, mude o universo, resolva, mude de volta. Trivial.
A disciplina superior de Cálculo Diferencial exige funções contínuas e não poderia ser aplicada a nenhuma realidade material, já que a matéria é descontínua. Lembrar sempre que “A descrição do mundo real e as conclusões que dependem da hipótese do continuum só valem para fnômenos que ocorram em escala suficientemente grande em relação à da estrutura molecular”. E me identifico com isso.
Não sou diferente daquele que vê e não quer saber porque. Só tento ser, mesmo sabendo que não acontecerá.
E só trabalhamos com probabilidade quando desistimos de uma aproximação satisfatória, reconhecendo a superioridade das variáveis e assumindo que Deus até pode jogar dados.
A discussão que parecia tão nova já existiu seguidas vezes e alguém estava se achando o intelectual por ter pensado nisso. E se não tinha visto antes e pensou nisso, pode ser que sejamos previsíveis, máquinas parecidas, existe um padrão e ele pode ajudar a prever o próximo pensamento.
A memória de longo prazo, antes fixa, sofre grande abalo enquanto espero o jogo de futsal lendo uma revista após uma prova de inglês. Talvez, a cada vez que lembramos, mudamos a lembrança. Pra melhor ou pra pior, se é que isso existe.
Escolha o sentido. O que é passado e o que é futuro? A análise é sua, você pode. Isso muda a “realidade”? A resposta simples e imediata é ‘não’. Um pouco mais e vejo que minha abordagem muda minha reação, mudando o meu futuro. Pra melhor ou pra pior. Mas a resposta certa? Tudo está ligado. Certa?
Hahahahaha! E há quanto tempo o espaço e o tempo são espaço-tempo, e a massa os curva?
That little amusing narrow view…..

