Absoluto ou Relativo?
A primeira noção de relativismo que tive na vida foi quando numa aula de física, o professor fez a seguinte pergunta à turma: estamos em movimento ou em repouso? Bom, se o referencial adotado para responder a questão for a Terra, estamos em repouso relativo. Se o referencial adotado for o Sol, estamos em movimento relativo.
Aula interessante, questão interessante. Ali, comecei a achar a ciência diferente, intrigante e novamente muito interessante. Pensei comigo: Não existe certo ou errado, assim como não existe movimento ou repouso absoluto. Tudo depende do referencial adotado. Que legal! É interessante quando nossos neurônios fazem conexões que nos proporcionam a obtenção de novos conhecimentos, novas visões de mundo.Verdade abssoluta não existe. Não é maravilhoso?
Pense em quantas discussões poderiam ser evitadas se as pessoas tivessem essa simples noção de tudo que nos cerca?
Detesto discussão, principalmente quando ela se transforma numa enorme briga. Na realidade, uma discussão começa quando alguém resolve impor para outrem a sua propria verdade. Ridículo isso, pra não dizer primata, infantil, fruto de total falta de conhecimento e mínimo raciocínio.Você ja viu alguém “ganhar” uma discussão?
Imagina o pobre Copérnico. Coitado! Ele não precisaria ter se tornado vítima da inquisição só por ter proposto um novo referencial, um novo ponto de vista. Como as pessoas eram ignorantes na Idade Média. Meu Deus! E como continuamos sendo as vezes até mais nos dias de hoje. Lembrando que Copérnico foi vítima da Santa Inquisição, mas Santa Inquisição já não é em si um baita contrasenso? Na verdade, para nos redimirmos da nossa própria falta de conhecimento, deveríamos classificar de Santa só a ignorância.
Pensando nessa pequena reflexão farei algumas perguntas e vocês respondam a si mesmos de acordo com seu próprio ponto de vista.
Deus criou o universo?
Existe vida após a morte?
O petróleo é uma fonte de energia não renovável?
Ondas de celular causam câncer?
Imaginem quantas pessoas nós queimaríamos e quantos países entrariam em guerra dependendo da resposta que eles dessem a essas simples perguntas. Meu Deus!!! Que volte a Santa Inquisição!


Santaum disse,
8 junho, 2009 às 11:23 am
Marcílio,
Sua reflexão foi muito boa, e a partir do momento em que tiramos essa conclusão de que não há uma verdade absoluta (por exemplo, o relativismo entre o certo e o errado), damos um passo à frente para a nossa liberdade de pensamento.
Quanto à discussões, eu gosto bastante de discutir. Discussões são muito boas e importantes para aprimorarmos nossa capacidade de arguição. É como um menino me disse: “eu não gosto de tal coisa”. E eu perguntei: “mas por que você não gosta de tal coisa?”. Ele não soube argumentar, só disse que não gostava. Então a discussão é importante para isso e por isso.
Talvez o problema das discussões entra num detalhe muito importante que Robert Anton Wilson apresentou no seu livro “A Nova Inquisição”, baseado no que ele chama de “túneis de realidade”. Quando o seu túnel de realidade é criado e você o idolatra, você se depara com um túnel de realidade diferente e você vai persistir com a sua idolatria e não aceitará a idolatria do outro. É numa situação como essa que as discussões tornam-se “intolerantes”, desrespeitosas, porque um não aceita o túnel de realidade do outro.
Por isso é importante darmos liberdade ao nosso pensamento, de modo que tenhamos livre arbítrio para pensar no que quisermos e principalmente livre arbítrio para aceitarmos com respeito e tolerância aquilo que foge do nosso túnel de realidade.
Depois de tanto tempo, obrigado por postar aqui novamente, seus posts são muito bons.
marcilioestefanio disse,
8 junho, 2009 às 1:37 pm
Eu acredito e também acho importante a discussão construtiva que le va ao entendimento.Na verdade,eu não gosto é de radicalismos,coisas que so destroem e não trazem nada de positivo entende.Concordo com você.E eu que agradeço a oportunidade de escrever em um blog tão alto nível.Obrigado!
Darto disse,
20 junho, 2009 às 10:49 pm
Excelente! Caro Marcílio, concordo com o que disse. E nenhuma das minhas respostas às suas perguntas pode ser apresentada sem conexão com o conceito da relatividade.
Acho que vou postar algo sobre discussão agora!
Grande abraço!