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	<title>Pensitivo!</title>
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		<title>Pensitivo!</title>
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		<title>Alta pressão ou auto-opressão?</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 20:01:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antropofobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropofobo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje estava eu calmo no quintal de minha casa pensando: a ditadura acabou a tanto tempo e eu fico aqui tão preso a banalidades cotidianas. Será que a opressão acabou? Acho que não. Acredito que ao invés de opressão governamental temos hoje uma &#8220;auto-opressão&#8221;, uma coisa que me faz ser parte de tudo. Que me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=540&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">H<span style="color:#333333;">oje estava eu</span><span style="color:#333333;"> calmo no quintal de minha casa pensando: a ditadura acabou a tanto tem</span><span style="color:#333333;">po e eu fico aqui tão preso a banalidades cotidianas. Será que a opressão acabou? Acho que não. Acredito que ao invés de opressão governamental temos hoje uma &#8220;auto-opressão&#8221;, uma coisa que me faz ser parte de tudo. Que me faz sentir parte de um país corrupto só porque alguém dotado de s</span><span style="color:#333333;">ab</span><span style="color:#333333;">edoria um dia soltou uma dessas por ai: &#8220;No nosso país temos políticos corruptos porque nós que os elegemos somos corruptos&#8221;. Eu não elegi ninguém, tenho o direito de não escolher &#8211; e ainda mais de considerar a &#8220;não escolha&#8221; uma escolha. Não quero ser parte de nada, quero continuar  divagando no meu quintal. Tenho o direito de ligar (ou não- a negação é uma escolha, talvez a mais óbvia) a caixa de surpresas e não escolher nem Roberto Marinho nem Edi Macedo. Não quero me culpar, ou me auto-oprimir por não ver o programa da moda. Me sinto livre de toda essa baboseir</span><span style="color:#333333;">a. Sei que estou cercado de pequenas ditaduras. Vendo um seriado muito interessante que retrata os anos 1960-1970 dos Estados Unidos (<em>Anos Incríveis</em>) per</span><span style="color:#333333;">cebi que nossa família é uma mini-ditadura, com regras </span>impostas, com o poder executivo bem delimitado. E ao passar dos dias eu percebo, no meu trabalho também é assim, &#8220;tenho uma ótima idéia pra aplicar hoje&#8221; mas meu superior adora a palavra <em>não</em>! Até ai tudo bem, recebo por isso (elogios em casa, dinheiro no trabalho) mas até mesmo em minhas poucas diversões eu vejo uma mascarada ditadura, nas músicas que eu ouço, na roupa que uso, no cinema (<em>Tim Burton ainda salva</em>!!!), nas pessoas, nos olhares. Então me pergunto novamente, &#8220;será que a ditadura já se foi?&#8221; Ou mesmo &#8220;será que a ditadura brasileira foi tão incomum que seus traços permaneceram na história?&#8221;. Nem sei se isso tem algum sentido ou significado maior. Acredito mesmo é que não quero ser incomodado em minha casa, bem na hora da minha reflexão no meu quintal. E mais, que não foi a ditadura que permaneceu e sim a massa de manobra, termo pesado né? Não consegui encontrar outro, é isso mesmo. Enquanto um monte de robôs pensam que decidem o que bem querem na sua existência, na cultura, na política e sociedade do seu país, fico eu aqui só pensando no café que não quer ficar pronto logo. Não sou mais criança, não posso me esconder debaixo da cama e fingir estar tudo bem. <img src="/Felip%C3%B3vsky/Fotos/Dali/236352647_6486ebb9d6.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">
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		<title>Pastor Timóteo esteja convosco: Ele está no meio de nós!</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 15:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>crownedvic</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crownedvic]]></category>
		<category><![CDATA[auto-ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Caos]]></category>
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		<description><![CDATA[Olha ali! Vê aquele homem de bom coração que consegue, há 5 anos, com doces palavras, PROVAR que a vida é bela, que Deus existe, e que ser feliz é simples e fácil? E aquele ali, aquele ingênuo voluntário que abriu um blog (hoje cheio de assinantes) só pra dar esperança às pessoas que se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=533&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Olha ali! Vê aquele homem de bom coração que consegue, há 5 anos, com doces palavras, PROVAR que a vida é bela, que Deus existe, e que ser feliz é simples e fácil? E aquele ali, aquele ingênuo voluntário que abriu um blog (hoje cheio de assinantes) só pra dar esperança às pessoas que se sentiam desamparadas e carentes, e que as tem conseguido convencer que suas vidas só são difíceis e complicadas porque elas é que estão fazendo tempestade em copo d&#8217;água? E aquele ali, aquele famoso autor de livros de auto-ajuda que estão no topo da lista dos mais vendidos? E aquele outro, um exímio sedutor na área da lei da atração? &#8211; <em><strong>Cuidado!!!</strong></em> Por baixo de um daqueles benévolos sorrisos que transmitem tanta segurança, pode haver, ardilosamente oculto, o sorriso de um&#8230; <em><strong>Pastor Timóteo!!!</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>PASTOR TIMÓTEO VIVE!</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Ele nasceu para pregar a <strong>harmonia</strong>, a <strong>ordem</strong>, a <strong>estabilidade</strong> <strong>emocional</strong> e a <strong>concórdia</strong> neste mundo tão caótico e perigoso! Ele está no meio de nós, cumprindo sua nobre missão! Ele está em todos os lugares! Ele é todos nós, assim como está em lugar nenhum e não é eu e nem você.</p>
<p style="text-align:justify;">Há muito se vem falando que, no fim dos tempos, o lobo-mau sairá justamente de dentro da vovozinha menos suspeita. Por baixo de quais peles se esconde Pastor Timóteo? &#8211; Quem é, e por onde andará&#8230; <em>Timóteo Pinto?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Será Zíbia Gasparetto um Pastor Timóteo que arrebanhou milhares de fiéis e, quando chegar o momento derradeiro, lançará impiedosamente uma maçã sobre todos eles? Ou será o padre da esquina um Pastor Timóteo que, após conquistar toda a comunidade na palma da mão, apenas esperará pelo momento oportuno pra dar um peteleco nesse seu rebanho e mandar todos pro fundo do abismo?</p>
<p style="text-align:justify;">Pastor Timóteo está à solta! Pastor Timóteo, nosso sorrateiro Loki; Pastor Timóteo, o maestro! Em qual vovozinha o povo poderá confiar, a partir de então? &#8211; Já não se pode mais seguir demagogos com segurança, Pastor Timóteo pode ser um deles&#8230; E agora?????</p>
<p style="text-align:justify;">Pastor Timóteo já está, neste exato momento, realizando brilhantes cultos no Reino dos Céus, à direita, e à esquerda, de Deus-Pai-Todo-Poderoso. Pastor Timóteo já tem seu trajeto traçado, e algum dia pegará todos os anjos de surpresa &#8211; quando, finalmente, cairá de volta, juntamente com todos eles, nas profundezas do inferno!!!&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Pastor Timóteo esteja convosco; Ele está no meio de nós!</p>
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		<item>
		<title>Escorracemos a Felicidade do nosso paraíso!</title>
		<link>http://pensitivo.wordpress.com/2009/08/16/escurracemos-a-felicidade-do-nosso-paraiso/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 02:23:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>crownedvic</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crownedvic]]></category>
		<category><![CDATA[auto-ajuda]]></category>
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		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Bom, este texto foi inspirado por uma pergunta que, certo dia, um amigo em meio a uma conversa fez a mim:
_  &#8220;&#8230;Você é feliz?&#8221;
_  Não, cara, a felicidade fede. Nunca desejarei ser feliz, e seria bom que muita gente também não desejasse isso.
_  &#8220;Mas o que quer dizer com isso?&#8221;
_  Rapaz, antes de qualquer coisa, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=478&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Bom, este texto foi inspirado por uma pergunta que, certo dia, um amigo em meio a uma conversa fez a mim:</p>
<p style="text-align:justify;">_  <em>&#8220;&#8230;Você é feliz?&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">_  Não, cara, a felicidade fede. Nunca desejarei ser feliz, e seria bom que muita gente também não desejasse isso.</p>
<p style="text-align:justify;">_  <em>&#8220;Mas o que quer dizer com isso?&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">_  Rapaz, antes de qualquer coisa, é bom perguntarmos: afinal, que diabos é a felicidade? Sei que trata-se de algo bastante subjetivo. Para um masoquista, felicidade é levar sopapos na cara, para um marido bunda-mole, idem; para uma dona-de-casa puritana, é fazer sexo sentindo culpa e sem sorrir e respirar, e assim por diante&#8230; Claro que estou fazendo uma explicação bem rasa, mas é só pra você entender de qual &#8220;tipo&#8221; de felicidade estou falando.</p>
<p style="text-align:justify;">Para a reflexão que quero trazer aqui, deixo claro que a &#8220;felicidade&#8221; em questão é aquele &#8220;conceito oficial&#8221;, adotado pela sociedade estabelecida, almejado por leitores de livros de auto-ajuda, supostamente conhecido pelos autores desses livros, por conformistas, onisatisfeitos, protagonistas de comerciais felizes de creme dental, pela família Flanders, pelos seus vizinhos&#8230; Entendo esse tipo de &#8220;felicidade&#8221; como o &#8220;conceito oficial&#8221;, assim como o monoteísmo católico considera qualquer divindade, que não seja o próprio deus católico, ilegítima: assim como sou ateu, sou também um baita de um infeliz&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem, tratando desse &#8220;conceito oficial&#8221; que nossa cultura tem para felicidade, não consigo vê-lo senão como um sintoma de desespero, aflição, repugnância à própria vida. Nada mais que um grito de dor e tristeza, até mais triste que a própria tristeza. Já percebeu como o mundo inteiro rasteja, até agora, atrás dessa tal &#8220;Felicidade&#8221;? Todo mundo ama a Felicidade, passa a vida inteira em busca dela, morre, em muitos casos ainda esperando encontrá-la após a morte, mas ninguém sequer a viu senão como um sorrateiro vulto&#8230; A Terra já deu inúmeras voltas em torno do sol, templos e civilizações ergueram-se e se extinguiram diante da impassividade da natureza, e até agora o povo não parou de arrastar atrás da Felicidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Momentos que poderiam ser inesquecíveis passam, um após o outro,  como poeira diante daqueles milhares de olhos  que se perderam no sonho, na esperança de que, algum dia,  o esperado &#8220;momento sagrado&#8221; se manifeste e transforme completamente a vida &#8211; e enquanto isso, a própria vida aos poucos se despede, se mingua e vai perdendo seus traços, sumindo em forma de uma negra silhueta na linha do horizonte como um navio destinado a ir embora. Será a Felicidade uma cadela ágil demais? &#8211; Não, não é uma cadela, e nem é coisa alguma, e é por isso mesmo que até agora não foi alcançada. A Felicidade não é coisa alguma!</p>
<p style="text-align:justify;">Não se pode alcançar idealismos que não se materializam; a Felicidade é nada além de utopia. O &#8220;momento sagrado&#8221; acontece agora, e agora, e agora, e agora&#8230; Mas o povo prefere virar as costas e dizer, a cada &#8220;agora&#8221;, um &#8220;<em>não, obrigado, ainda estou esperando a Felicidade chegar!</em>&#8220;&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Vivemos num mundo hostil, podre, que causa náuseas. Embora muita gente consiga camuflar tal visão, algo me diz que notar o aspecto repugnante da existência ao estar vivo é uma condição tão intrínseca à nossa espécie como é a de respirar. E, se sociedades inteiras conseguem moldar máscaras sobre o aspecto desagradável detectado, não é por isso que por baixo dessas máscaras a realidade não esteja podre como sempre foi. Dizer sim à podridão, o que significa dizer sim à vida como ela é, sem subterfúgios em mundos fantasmagóricos e embriagantes é, portanto, dizer não à maldita Felicidade. E é por isso que odeio profundamente essa tal Felicidade&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Escorracemos a Felicidade das nossas casas! <strong>Querer ser Feliz é um sintoma de doença, é querer se privar dos próprios sentidos para suportar aquilo que eles já não mais suportam.</strong> Em vez de procurar pela Felicidade, devemos aceitar e desejar o caos, a inconstância, a ruptura, a crise, o movimento, a destruição &#8211; a criação! É disso que precisamos! De exuberância, de riqueza! É isso que nos liberta e faz de nós os herdeiros da Terra!</p>
<p style="text-align:justify;">Arremessemos brasas aos céus para que os anjos acordem, um a um, nestas labaredas impiedosas e queimem! O paraíso está aqui em baixo, e não em lugar nenhum! Felicidade não passa de morfina, delírio, sonambulismo, coma induzido. Vamos assassinar a Felicidade, essa deusa pálida, raquítica e perversa!&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Não queiramos ser Felizes, queiramos ser vivos, queiramos respirar e transpirar, queiramos sangrar, queiramos cair, &#8211; <strong><em>queiramos sentir!</em></strong><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Não sejamos Felizes, sejamos trágicos!</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>__<br />
&lt;<a href="http://pensitivo.wordpress.com/2007/10/20/sera-mesmo-que-feliz-e-aquele-que-precisa-argumentar-razoes-para-a-propria-existencia/">Post relacionado que já escrevi aqui</a>&gt;</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensitivo.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensitivo.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensitivo.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensitivo.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensitivo.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensitivo.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensitivo.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensitivo.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensitivo.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensitivo.wordpress.com/478/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=478&subd=pensitivo&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Eu estou bem aqui!</title>
		<link>http://pensitivo.wordpress.com/2009/08/08/eu-estou-bem-aqui/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 03:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antropofobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropofobo]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de falar sobre a antropofobia pra vocês quero mostrar um pouco sobre o  ser que vive em mim como uma forma de me apresentar, primeiros posts aqui nestas bandas de cá. Entonces vou mostrar um pedaço de um conto antigo meu.

Não converso com pessoas desde os vinte e um anos de idade. Não preciso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=471&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Depois de falar sobre a antropofobia pra vocês quero mostrar um pouco sobre o  ser que vive em mim como uma forma de me apresentar, primeiros posts aqui nestas bandas de cá. Entonces vou mostrar um pedaço de um conto antigo meu.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Não converso com pessoas desde os vinte e um anos de idade. Não preciso deste contato. Sei qual a doença que podem transmitir com as palavras, prefiro não usá-las. Tenho uma filha, que nunca me viu. Tenho um apartamento, gelado e vazio. Meus livros – meus companheiros. Não sei mais quem são meus pais. Perdi meus amigos, sou egoísta demais para admitir que erro. Não trabalho mais, sou um insano para eles. Comprei algumas coisas com um dinheiro que consegui juntar. A coleção do Verne pra viajar. Fernando Pessoa pra me entender. Fui ver o mar sozinho e no dia seguinte algumas pessoas apareceram no mesmo lugar e então senti necessidade de estar em minha casa. Todos os dias, quando amanhece eu durmo. Não estou bem certo se devo continuar a contar o que me aflige, se é que irão entender. Mas, a tinta da caneta é o suficiente pra terminar. </strong> (De &#8220;Ao menos me deixa explicar&#8221; Felipe , 2009).</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p>Até, e que a maçã esteja sempre em nossos bolsos nos locais públicos!</p>
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		<item>
		<title>Antropofobia, uma doença grave  no nosso lindo mundo!</title>
		<link>http://pensitivo.wordpress.com/2009/08/07/antropofobia-uma-doenca-grave-no-nosso-lindo-mundo/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 02:44:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antropofobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropofobo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero deixar claro que antropofobia é uma doença séria e está se espalhando de forma endêmica pelo mundo. Porém, devemos prestar bem atenção aos sintomas corretos, pois pseudos-casos (como losermanite aguda ou hiperdepressãoporfaltadeumablusanova)  estão surgindo por ai, só dificultando para real luta contra essa maleficência no nosso lindo mundo atual.  Quando o homem completa sua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=465&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quero deixar claro que antropofobia é uma doença séria e está se espalhando de forma endêmica pelo mundo. Porém, devemos prestar bem atenção aos sintomas corretos, pois pseudos-casos (como losermanite aguda ou hiperdepressãoporfaltadeumablusanova)  estão surgindo por ai, só dificultando para real luta contra essa maleficência no nosso lindo mundo atual.  Quando o homem completa sua indignação e a sua sensibilidade autocrítica extrapolando os limites do viável, começa a aparecer os primeiros  sintomas.</p>
<p>Em seguida uma lista dos principais sintomas da antropofobia crônica:</p>
<ol>
<li>Indignação ao ver pessoas sorrindo ao escutar músicas felizes em lugares felizes;</li>
<li>A arcada dentária trava, impossibilitando, também, a comunicação com seres felizes;</li>
<li>Uma música começa a tocar em volume máximo dentro da cabeça e o refrão é &#8220;Morte a todos, morte a todos &#8211; que o mundo acabe agora!&#8221;</li>
<li>Por fim, a pessoa se trancafia em um lugar quente da sua mente e por ali fica sem perceber que existe algo ao seu redor.</li>
</ol>
<p>Se alguém souber de algum caso como este ligue para o número Blá Blá Blá e fale com &#8220;casa&#8221;! Com todas nossas forças iremos acabar com esta doença mortal que ataca a nossa linda humanidade.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Para os &#8220;Superficialistas&#8221;</title>
		<link>http://pensitivo.wordpress.com/2009/07/08/para-os-superficialistas-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 14:57:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Santaum</dc:creator>
				<category><![CDATA[Santaum]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[elegância]]></category>
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		<category><![CDATA[vitória]]></category>

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		<description><![CDATA[Basta andar nas ruas para um &#8220;superficialista&#8221;, em algum momento, te observar. Ele, inclusive, faz questão de te olhar de cima para baixo. Para o &#8220;superficialista&#8221;, após esse cruzamento espacial tão repentino, a probabilidade de que, impreterivelmente, uma crítica destrutiva saia da sua boca é muito grande.
O &#8220;superficialista&#8221;, quando chega na sua casa, pode ter [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=442&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Basta andar nas ruas para um &#8220;superficialista&#8221;, em algum momento, te observar. Ele, inclusive, faz questão de te olhar de cima para baixo. Para o &#8220;superficialista&#8221;, após esse cruzamento espacial tão repentino, a probabilidade de que, impreterivelmente, uma crítica destrutiva saia da sua boca é muito grande.</p>
<p>O &#8220;superficialista&#8221;, quando chega na sua casa, pode ter duas reações: ou continuar do jeito que ele é ou, num milagre, expor os seus pontos fracos. Se, na sua casa, vocês dois estão sozinhos e, principalmente, se tem uma amizade relativamente íntima a ponto de um se abrir pro outro, o &#8220;superficialista&#8221; baixa a guarda e, timidamente, aponta as suas fraquezas como qualquer outro ser humano. No entanto, na rua, nos bares, nos restaurantes e nas baladas, o &#8220;superficialista&#8221; aparenta ser a pessoas mais confiante do mundo, está sempre ereto com os ombros para trás, o peitoral estufado para a frente e a cabeça erguida, convencido de que o seu eu é poderoso e que está bem consigo mesmo. Afinal, pra que revelar aos outros que tem fraquezas e que em várias situações de sua vida perde e fracassa?</p>
<p>Na hora de almoçar no restaurante, o &#8220;superficialista&#8221; faz questão de seguir aqueles padrões chatos e antigos de etiqueta. Por hora, e se tiver condições para isso, não abdica de maneira alguma da sua estratégia de sempre ficar por cima dos outros. Nessas situações, ostentar não faz mal. Afinal, pra que perder a oportunidade &#8220;social&#8221; de deixar a pessoa do lado para baixo?</p>
<p>O &#8220;superficialista&#8221; sempre é forte e nunca fracassa. Sempre vence. Nunca perde, mesmo que isso esteja somente na cabeça dele. É um ser humano que não acredita, mas praticamente tem certeza de que ele é o melhor e &#8220;o resto não é nada&#8221;. Essa é a sua grande motivação: ficar sempre pra cima e deixar os outros sempre por baixo, mesmo que isso fique somente no seu pensamento. Não existem as palavras &#8220;malogro&#8221;, &#8220;frustração&#8221;, &#8220;derrota&#8221;, &#8220;perda&#8221; no vocabulário do &#8220;superficialista&#8221;, apenas &#8220;beleza&#8221;, &#8220;poder&#8221;, &#8220;vitória&#8221;, &#8220;prazer&#8221;, &#8220;felicidade&#8221; e &#8220;riqueza&#8221;. Costuma dizer frases como <em>&#8220;vou fazer isso porque dá dinheiro&#8221;</em> e <em>&#8220;eu sou mais eu&#8221;</em> no dia-a-dia, e é de praxe soltar uma expressão para inferiorizar quem está à sua volta, pelo menos emocionalmente, mesmo que a pessoa que esteja diante dele não perceba.</p>
<p>Seus grandes parceiros são a &#8220;vida social&#8221; em restaurantes e baladas, o álcool, a elegância material e o dinheiro. Talvez esse último seja o seu grande amigo. As futilidades materiais são o seu grande prazer. Afinal, qual é o problema de pagar pela bebida mais cara do bar ou ter três carros na garagem, mesmo que não tenha necessidade? Em situações mais extremas, o &#8220;superficialista&#8221; pode até recorrer às drogas, pois é um ser humano e tem fraquezas. &#8220;Válvulas de escape&#8221; são fundamentais para o &#8220;superficialista&#8221;, principalmente se ele tiver perto do outro. Então, para manter o ego sempre alto, é necessário recorrer a essas &#8220;ferramentas&#8221; para pelo menos enganar seu cérebro e dizer a si mesmo que sempre está bem e forte.</p>
<p>Alguns &#8220;superficialistas&#8221; que têm dinheiro gostam de ostentar, enquanto aqueles que não tem, por sua vez, fazem de tudo para tê-lo. É como se fosse o objetivo maior de vida, mesmo que seja necessário passar por cima de algumas situações inconvenientes. Talvez essa seja a situação mais delicada para o &#8220;superficialista&#8221; que não tem essa riqueza material que tanto almeja. Por dentro dessa casca chamada de pele, o &#8220;superficialista&#8221; lamenta profundamente o fato de não ser uma pessoa rica e não ter luxos, mas por fora está sempre forte, principalmente se alguém estiver perto dele. Esse é o grande diferencial do &#8220;superficialista&#8221;, pois sempre esbanja para os outros pujança e poder, mesmo não apresentando isso dentro de si mesmo. Ele sempre está bem. É como se sozinho vivesse por ele mesmo e diante dos outros criasse um personagem chamado de &#8220;superficialista&#8221; ou estivesse diante uma máscara de carnaval com um sorriso enorme subentendido como &#8220;eu sou forte&#8221; e &#8220;eu sou o melhor&#8221;.</p>
<p>Diante de tais circunstâncias e principalmente pelo fato de testemunhar, a todo momento, suas atitudes, mando essa singela carta aos &#8220;superficialistas&#8221;.</p>
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		<title>Cidadania</title>
		<link>http://pensitivo.wordpress.com/2009/06/30/cidadania/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 17:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcilioestefanio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcílio]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[constituição]]></category>
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		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[direitos e deveres]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhador]]></category>

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		<description><![CDATA[Cidadania é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação a sociedade em que vive.
Cidadania pressopõe todas as implicações de uma vida em sociedade.
Eu sou um cidadão brasileiro, portanto tenho direitos e deveres políticos que respeitem o Estado brasileiro. Mas, que direitos e deveres são esses? Hoje cedo depois [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=434&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:left;">Cidadania é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação a sociedade em que vive.</p>
<p style="text-align:left;">Cidadania pressopõe todas as implicações de uma vida em sociedade.</p>
<p style="text-align:left;">Eu sou um cidadão brasileiro, portanto tenho direitos e deveres políticos que respeitem o Estado brasileiro. Mas, que direitos e deveres são esses? Hoje cedo depois de ler um texto sobre sociedade, fiquei me indagando: Qual a minha importância na sociedade? Que importância a sociedade tem pra mim? Questões profundas que merecem reflexão.</p>
<p style="text-align:left;">A nacionalidade é pressuposto da cidadania. Assim, ser nacional de um estado é condição primordial para o exercício dos direitos políticos. Eu sou brasileiro e no Brasil os direitos políticos são regulados pela Constituição Federal.</p>
<p style="text-align:left;">Cidadania é um conceito profundo e de difícil entendimento.</p>
<p style="text-align:left;">Pense você. Para a sociedade é melhor que eu estude ou é melhor que eu trabalhe? O Estado brasileiro valoriza mais o cidadão estudante ou o cidadão trabalhador? Trabalhador no Brasil, você pode ser desde muito cedo, desde os dezoito anos de idade se eu não estiver enganado. E estudante? Estudante você pode ser durante a vida toda. Sendo estudante você não estará contribuindo e sim se beneficiando. Você terá saúde e educação oferecidas pelo Estado por exemplo.</p>
<div>Qualidade, e se pensarmos em qualidade? A contribuição que eu dou como trabalhador, retorna na forma de educação e saúde de qualidade? Aliás quem avaliará o meu valor como trabalhador? Quanto mais tempo eu estudar, mais valerá a minha mão de obra, mais contribuição eu darei ao Estado como trabalhador e mais deveria ser o meu benefício, você não acha?</div>
<div></div>
<div>Cidadania é um conceito profundo e díficil de entender.</div>
<div></div>
<div>Veja a corrupção. Você gostaria de contribuir para que o seu benefício vá para outra pessoa? Seria a mesma coisa de pagar a escola do filho vizinho. Todo fim de semana, comprar a cerveja para o seu vizinho tomar e dependendo do imposto, comprar também a carne para o churrasco dele. Cidadania é isso?</div>
<div></div>
<div>Afinal, os corruptos são cidadãos? Quem tem mais valor para sociedade: um corrupto ou um estudante?</div>
<div></div>
<div>Cidadania é um conceito profundo, muito profundo.</div>
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			<media:title type="html">marcilioestefanio</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Sem Data</title>
		<link>http://pensitivo.wordpress.com/2009/06/30/sem-data/</link>
		<comments>http://pensitivo.wordpress.com/2009/06/30/sem-data/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 08:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Peterson Espaçoporto]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[datas]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[&#60;conto&#62;
Ele colocou as malas no chão e respirou profundamente. É um novo dia; o começo de uma nova era, praticamente uma revolução em sua vida. Não fosse ali, naquele, diga-se, solo propício, onde mais seria? Um tempo novo. Mas nada de festas pra isso; novo sim, mas comum, como os outros, como um qualquer.
O jovem, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=432&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="margin-bottom:0;" align="justify"><em>&lt;conto&gt;</em></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Ele colocou as malas no chão e respirou profundamente. É um novo dia; o começo de uma nova era, praticamente uma revolução em sua vida. Não fosse ali, naquele, diga-se, solo propício, onde mais seria? Um tempo novo. Mas nada de festas pra isso; novo sim, mas comum, como os outros, como um qualquer.</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">O jovem, lá pela metade dos seus vinte, ficou a inspecionar o apartamento. Era tudo muito bem limpo e cuidado; nada ali cheirava a lembranças, nada ali podia fazer com que sentisse saudades de alguém. E era justamente por isso que tinha se mudado para ali, um lugar onde as memórias não lhe fariam mal.</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Apesar de ser vista como soturna e pacata demais, ele achava a vila dos sem-data simpática e aconchegante. A vila era uma ilha de paz e tranquilidade, numa visão geral, em relação ao resto da grande cidade.</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Era composta por duas ruas, pequenas, em que as pessoas não se espremiam apenas pela falta de multidão. Os prédios eram de tons claros, e, apesar de bem construídos, pareciam não ser lá muito retos, o que dava um toque todo fantástico ao lugar. Havia algumas barraquinhas aqui e acolá; uma cafeteria, uma loja de cds, um mercadinho. O que aquela vila tinha de tão especial? Ali as datas não são comemoradas. Data alguma.</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Muitos órfãos eram mandados para lá. Não havia dia das mães, nem dos pais, a comemorar. Filhos que morriam cedo deixavam pais sem vontade alguma de comemorar o dia das crianças – e ali moravam tais pais.</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Quem conhecia a vila, seja porque alugava lugares lá ou por carinho que tinha com os moradores, poderia sempre enumerar casos e casos específicos. Gente que tinha raiva do natal, da páscoa. Parentes de pessoas torturadas e mortas por militares durante a ditadura que não suportavam o dia da bandeira; a lista era extensa, e muito variável.</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">O novo morador da vila não tinha um caso tão complexo ou trágico. Ele só queria distância do dia dos namorados; logo que pensou nisso seus pensamentos voaram, suaves, silenciosos, tortuosos em direção a ela; linda. Linda, linda e tão, tão falsa. Tão insensível. Seria a vila dos sem-data a vila da tortura? Uma maldição disfarçada, que faz, por vontade de esquecer, lembrar? Seria lembrar, lembrar até se acabar &#8211; lembrar até se cansar &#8211; o caminho pra nunca mais querer ver pela frente o próprio passado?</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Ele chorou ao pensar assim, em espiral, cada vez mais negativamente&#8230; Chorar é quase sempre explodir. A construção da bomba se dá pouco a pouco, numa progressão – de constatações ou calúnias que vêm de pouco autoestima – que culminam numa grande explosão, que dá pra sentir naquele ápice de miséria, tão característico do começo teatral de um bom choro.</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Ela não deveria ter feito isso, não poderia ter feito isso, pensava ele. “A quem eu queria enganar, vindo pra cá”?</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Mas não havia ninguém pra enganar. Com intenção, sem intenção &#8211; ali não havia dissimulações. Estava estampado no rosto de todo mundo. Estava no rosto do padeiro. Estava naquela mulher de cabelo curto que “olha o movimento” pela janela todas as tardes, como estátua. Está na simpática senhora do mercadinho. Todos ali sabiam da verdade:</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Se você está aqui, é porque você sofreu.</p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Ele enxugou o rosto do melhor jeito que pôde com as mãos, e nenhuma outra lágrima caiu. Ele olhou em volta. Foi até o banheiro, abriu a torneira, viu que havia uma garrafa de água na geladeira. Ele ia viver ali. Seria bom. Quem sabe, quem sabe; ele poderia até ser feliz.</p>
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			<media:title type="html">Peterson Espaçoporto</media:title>
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		<title>Sobre discussões</title>
		<link>http://pensitivo.wordpress.com/2009/06/20/sobre-discussoes/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 02:35:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Darto"]]></category>
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		<description><![CDATA[Há algum tempo, conversando com o Santaum, eu disse que,  na maioria das discussões que presencio, os dois lados falam a mesma coisa com palavras diferentes. E o post do Marcílio  tocou exatamente neste tipo de discussão.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=425&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Há algum tempo, conversando com o Santaum, eu disse que,  na maioria das discussões que presencio, os dois lados falam a mesma coisa com palavras diferentes. E o post do Marcílio  tocou exatamente neste tipo de discussão.</p>
<p>E este tipo de discussão que acaba gravando um sentido ruim à palavra. É quando as partes entram pra &#8220;ganhar&#8221;. Completamente improdutivo. Esse tipo de aproximação só é tomada por quem ainda acha que existem verdades e mentiras, preto e branco. Beira o infantil.</p>
<p>Depois que comecei a perceber isso, minha vida ficou muito mais ao meu gosto. A pessoa pode ser muito linha dura, mas com a escolha certa de palavras, consegue-se o que se quer. Diriam que eu seria advogado. Minha maior diversão era argumentar com alguém de crença inabalável, levando a pessoa a concordar até a última premissa, e observar a inquietude de seus olhos enquanto ela escolhe entre raciocínio ou submissão cega. Geralmente é a segunda que prevalece. Mas nunca tão plena como antes. Deve ser esse o gosto de um mindfuck falho.</p>
<p>Qualquer um com uma abordagem mais &#8220;científica&#8221; aproveita muito uma discussão. Teorias são discussões, e até a mais aceita deixa brechas para outras, e/ou então assume sua falhabilidade com considerações.</p>
<p> Um problema que tenho tido após ver o mundo em cinza é que concordo e entendo quase qualquer tipo de postura. Talvez seja nesse ponto que eu escolho entre raciocínio e submissão cega. Qual será que vence? Vence?</p>
<p>Alguns podem interpretar isso como falta de opinião. Não concordo. Acho que minha opinião é forte e flexível. E pra quem acha que estes dois não são compatíveis, mostro os gráficos do comportamento de aço de alta qualidade e ferro fundido quando sofrem tensões. Força e flexibilidade seguram os tijolos dos seus edifícios há anos! <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Comecei a ver, também, que muitos déspotas e vilões pensaram muito mais do que eu imaginava. Eles parecem ser os mocinhos que desistiram e escolheram o atalho.</p>
<p>Grande abraço!</p>
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		<title>Absoluto ou Relativo?</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 03:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcilioestefanio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcílio]]></category>
		<category><![CDATA[absoluto]]></category>
		<category><![CDATA[certo e errado]]></category>
		<category><![CDATA[física]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[relativo]]></category>
		<category><![CDATA[santa inquisição]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira noção de relativismo que tive na vida foi quando numa aula de física, o professor fez a seguinte pergunta à turma: estamos em movimento ou em repouso? Bom, se o referencial adotado para responder a questão for a Terra, estamos em repouso relativo. Se o referencial adotado for o Sol, estamos em movimento relativo.
Aula interessante, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensitivo.wordpress.com&blog=1746962&post=417&subd=pensitivo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A primeira noção de relativismo que tive na vida foi quando numa aula de física, o professor fez a seguinte pergunta à turma: estamos em movimento ou em repouso? Bom, se o referencial adotado para responder a questão for a Terra, estamos em repouso relativo. Se o referencial adotado for o Sol, estamos em movimento relativo.</p>
<p>Aula interessante, questão interessante. Ali, comecei a achar a ciência diferente, intrigante e novamente muito interessante. Pensei comigo: Não existe certo ou errado, assim como não existe movimento ou repouso absoluto. Tudo depende do referencial adotado. Que legal! É interessante quando nossos neurônios fazem conexões que nos proporcionam a obtenção de novos conhecimentos, novas visões de mundo.Verdade abssoluta não existe. Não é maravilhoso?</p>
<p>Pense em quantas discussões poderiam ser evitadas se as pessoas tivessem essa simples noção de tudo que nos cerca?</p>
<p>Detesto discussão, principalmente quando ela se transforma numa enorme briga. Na realidade, uma discussão começa quando alguém resolve impor para outrem a sua propria verdade. Ridículo isso, pra não dizer primata, infantil, fruto de total falta de conhecimento e mínimo raciocínio.Você ja viu alguém &#8220;ganhar&#8221; uma discussão?</p>
<p>Imagina o pobre Copérnico. Coitado! Ele não precisaria ter se tornado vítima da inquisição só por ter proposto um novo referencial, um novo ponto de vista. Como as pessoas eram ignorantes na Idade Média. Meu Deus! E como continuamos sendo as vezes até mais nos dias de hoje. Lembrando que Copérnico foi vítima da Santa Inquisição, mas Santa Inquisição já não é em si um baita contrasenso? Na verdade, para nos redimirmos da nossa própria falta de conhecimento, deveríamos classificar de Santa só a ignorância.</p>
<p>Pensando nessa pequena reflexão farei algumas perguntas e vocês respondam a si mesmos de acordo com seu próprio ponto de vista.</p>
<p>Deus criou o universo?</p>
<p>Existe vida após a morte?</p>
<p>O petróleo é uma fonte de energia não renovável?</p>
<p>Ondas de celular causam câncer?</p>
<p>Imaginem quantas pessoas nós queimaríamos e quantos países entrariam em guerra dependendo da resposta que eles dessem a essas simples perguntas. Meu Deus!!! Que volte a Santa Inquisição!</p>
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