Pastor Timóteo esteja convosco: Ele está no meio de nós!

27 agosto, 2009 at 12:53 pm (Crownedvic) (, , , , , , )

Olha ali! Vê aquele homem de bom coração que consegue, há 5 anos, com doces palavras, PROVAR que a vida é bela, que Deus existe, e que ser feliz é simples e fácil? E aquele ali, aquele ingênuo voluntário que abriu um blog (hoje cheio de assinantes) só pra dar esperança às pessoas que se sentiam desamparadas e carentes, e que as tem conseguido convencer que suas vidas só são difíceis e complicadas porque elas é que estão fazendo tempestade em copo d’água? E aquele ali, aquele famoso autor de livros de auto-ajuda que estão no topo da lista dos mais vendidos? E aquele outro, um exímio sedutor na área da lei da atração? – Cuidado!!! Por baixo de um daqueles benévolos sorrisos que transmitem tanta segurança, pode haver, ardilosamente oculto, o sorriso de um… Pastor Timóteo!!!

PASTOR TIMÓTEO VIVE!

Ele nasceu para pregar a harmonia, a ordem, a estabilidade emocional e a concórdia neste mundo tão caótico e perigoso! Ele está no meio de nós, cumprindo sua nobre missão! Ele está em todos os lugares! Ele é todos nós, assim como está em lugar nenhum e não é eu e nem você.

Há muito se vem falando que, no fim dos tempos, o lobo-mau sairá justamente de dentro da vovozinha menos suspeita. Por baixo de quais peles se esconde Pastor Timóteo? – Quem é, e por onde andará… Timóteo Pinto?

Será Zíbia Gasparetto um Pastor Timóteo que arrebanhou milhares de fiéis e, quando chegar o momento derradeiro, lançará impiedosamente uma maçã sobre todos eles? Ou será o padre da esquina um Pastor Timóteo que, após conquistar toda a comunidade na palma da mão, apenas esperará pelo momento oportuno pra dar um peteleco nesse seu rebanho e mandar todos pro fundo do abismo?

Pastor Timóteo está à solta! Pastor Timóteo, nosso sorrateiro Loki; Pastor Timóteo, o maestro! Em qual vovozinha o povo poderá confiar, a partir de então? – Já não se pode mais seguir demagogos com segurança, Pastor Timóteo pode ser um deles… E agora?????

Pastor Timóteo já está, neste exato momento, realizando brilhantes cultos no Reino dos Céus, à direita, e à esquerda, de Deus-Pai-Todo-Poderoso. Pastor Timóteo já tem seu trajeto traçado, e algum dia pegará todos os anjos de surpresa – quando, finalmente, cairá de volta, juntamente com todos eles, nas profundezas do inferno!!!…

Pastor Timóteo esteja convosco; Ele está no meio de nós!

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Para os “Superficialistas”

8 julho, 2009 at 11:57 am (Santaum) (, , , , , , , , , , )

Basta andar nas ruas para um “superficialista”, em algum momento, te observar. Ele, inclusive, faz questão de te olhar de cima para baixo. Para o “superficialista”, após esse cruzamento espacial tão repentino, a probabilidade de que, impreterivelmente, uma crítica destrutiva saia da sua boca é muito grande.

O “superficialista”, quando chega na sua casa, pode ter duas reações: ou continuar do jeito que ele é ou, num milagre, expor os seus pontos fracos. Se, na sua casa, vocês dois estão sozinhos e, principalmente, se tem uma amizade relativamente íntima a ponto de um se abrir pro outro, o “superficialista” baixa a guarda e, timidamente, aponta as suas fraquezas como qualquer outro ser humano. No entanto, na rua, nos bares, nos restaurantes e nas baladas, o “superficialista” aparenta ser a pessoas mais confiante do mundo, está sempre ereto com os ombros para trás, o peitoral estufado para a frente e a cabeça erguida, convencido de que o seu eu é poderoso e que está bem consigo mesmo. Afinal, pra que revelar aos outros que tem fraquezas e que em várias situações de sua vida perde e fracassa?

Na hora de almoçar no restaurante, o “superficialista” faz questão de seguir aqueles padrões chatos e antigos de etiqueta. Por hora, e se tiver condições para isso, não abdica de maneira alguma da sua estratégia de sempre ficar por cima dos outros. Nessas situações, ostentar não faz mal. Afinal, pra que perder a oportunidade “social” de deixar a pessoa do lado para baixo?

O “superficialista” sempre é forte e nunca fracassa. Sempre vence. Nunca perde, mesmo que isso esteja somente na cabeça dele. É um ser humano que não acredita, mas praticamente tem certeza de que ele é o melhor e “o resto não é nada”. Essa é a sua grande motivação: ficar sempre pra cima e deixar os outros sempre por baixo, mesmo que isso fique somente no seu pensamento. Não existem as palavras “malogro”, “frustração”, “derrota”, “perda” no vocabulário do “superficialista”, apenas “beleza”, “poder”, “vitória”, “prazer”, “felicidade” e “riqueza”. Costuma dizer frases como “vou fazer isso porque dá dinheiro” e “eu sou mais eu” no dia-a-dia, e é de praxe soltar uma expressão para inferiorizar quem está à sua volta, pelo menos emocionalmente, mesmo que a pessoa que esteja diante dele não perceba.

Seus grandes parceiros são a “vida social” em restaurantes e baladas, o álcool, a elegância material e o dinheiro. Talvez esse último seja o seu grande amigo. As futilidades materiais são o seu grande prazer. Afinal, qual é o problema de pagar pela bebida mais cara do bar ou ter três carros na garagem, mesmo que não tenha necessidade? Em situações mais extremas, o “superficialista” pode até recorrer às drogas, pois é um ser humano e tem fraquezas. “Válvulas de escape” são fundamentais para o “superficialista”, principalmente se ele tiver perto do outro. Então, para manter o ego sempre alto, é necessário recorrer a essas “ferramentas” para pelo menos enganar seu cérebro e dizer a si mesmo que sempre está bem e forte.

Alguns “superficialistas” que têm dinheiro gostam de ostentar, enquanto aqueles que não tem, por sua vez, fazem de tudo para tê-lo. É como se fosse o objetivo maior de vida, mesmo que seja necessário passar por cima de algumas situações inconvenientes. Talvez essa seja a situação mais delicada para o “superficialista” que não tem essa riqueza material que tanto almeja. Por dentro dessa casca chamada de pele, o “superficialista” lamenta profundamente o fato de não ser uma pessoa rica e não ter luxos, mas por fora está sempre forte, principalmente se alguém estiver perto dele. Esse é o grande diferencial do “superficialista”, pois sempre esbanja para os outros pujança e poder, mesmo não apresentando isso dentro de si mesmo. Ele sempre está bem. É como se sozinho vivesse por ele mesmo e diante dos outros criasse um personagem chamado de “superficialista” ou estivesse diante uma máscara de carnaval com um sorriso enorme subentendido como “eu sou forte” e “eu sou o melhor”.

Diante de tais circunstâncias e principalmente pelo fato de testemunhar, a todo momento, suas atitudes, mando essa singela carta aos “superficialistas”.

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Sorria, a auto-ajuda chegou!

24 fevereiro, 2009 at 12:15 pm (Crownedvic) (, , , , , , , )

Sei que você volta e meia tem se sentido sem saída, sem esperança, sem perspectivas de futuro. A vida nos tempos modernos tem sido uma correria na qual as pessoas não conseguem mais reservar momentos para o convívio no lar. Dentro da família, filhos se revoltam e se drogam, brigam na escola; esposas tomam tranqüilizantes e antidepressivos, e com a crescente falta de diálogo, crises no relacionamento fazem surgir uma bola de neve que, com o passar do tempo, se desaba como uma avalanche sobre todos. Casos extraconjugais surgem, vindos de ambas as partes… Você começa a ficar gripado facilmente. Começa a sentir cansado já no início do dia. Deixa escapar lágrimas quando menos as espera, e se assusta.

Sua pele está se desmanchando, sua cara ficando torta, em suas mãos estão surgindo verrugas, feridas e escamas, seu corpo esmilingüido está em putrefação… Você já saiu da Igreja Católica, e foi para a Umbanda, depois para o Espiritismo, para o Budismo, ou até já experimentou tudo isso misturado num coquetel só, ou até mesmo chegou a se filiar à Igreja Quadrangular do Triângulo Redondo do Alvorecer Losangular Paralelepipeidal – mas, até agora, nada funcionou.

E você não agüenta mais. Basta!

Agora me responda, irmão, é isso o que você quer por toda a vida? Ficar indo e vindo de tentativas frustradas para acabar com esse desespero que assola tua alma? É isso o que você merece? Ou será você um bandido? – não, você não é um bandido; é um homem de bem, que paga suas contas e seus impostos, e trabalha para comer o pão de cada dia graças a seu honesto suor. Você não merece todo esse vazio em sua vida.

Certamente, em algum momento de angústia, seja devido àquela vontade de nunca mais voltar ao escritório, ou devido àquela tristeza súbita que surge “do nada”, você, encolhido no canto do box do banheiro, deixando a água cair sobre seu coitadinho corpo, tenha olhado para o alto e perguntado para não-se-sabe-o-quê: “Por quê? Por quê? Whyyyyyy!!! Por que isso está acontecendo comigo? Isso não é justo! Eu não mereço!!!

Bom, é com satisfação que venho trazer a boa-nova que salvará sua vida: o nome dela é Auto-Ajuda. Sorria, seus problemas acabaram!!! Seja feliz em uma semana, e caso a tristeza tente voltar, lembre-se das palavras que estão prestes a ser ditas, e veja como esse método é mesmo muito eficaz. Está pronto? Então vamos lá, amigo! Preste agora bastante atenção!

Primeiramente, se você ainda não misturou uma colher de sopa de alegria, com uma xícara de entusiasmo, e não deu uma pitada de amor em toda essa receita-de-merda, sinto muito, irmão, mas sem otimismo e perseverança, você não chegará a lugar algum. Além disso, não se esqueça de um detalhe importantíssimo para quem quer se curar por esse nosso método: nivele-se por baixo. Não entendeu? Calma, vou explicar:

Se você está nervoso porque o trânsito está caótico e agressivo, cheio de gente má; se você está insatisfeito porque seu bife de domingo disse “miau!” por não ter sido bem passado; se você reclama por causa das goteiras da sua casa; se você sente raiva do seu chefe porque o escarro dele você tem que lamber e ainda faz hora-extra sem receber; se seu salário não cobre todas as despesas da casa; se seu orgulho está profundamente machucado porque você descobriu ser mais um corno no mundo; se sua filha é uma prostituta universitária de luxo que faz programas para comprar bolsas caras e sapatos de grife; se seu filho se droga com cigarros de maconha… Enfim, se qualquer, e digo qualquer problema for detectado pelo seu cérebro tão pirracento, não caia na dele! – aplique a Técnica do Nivelamento Por Baixo. Veja como fazer, é fácil! – :

O trânsito é caótico e agressivo. Portanto, pense nas pessoas que precisam andar a pé sob o escaldante sol. Elas estão numa situação pior que a sua, e isso com certeza fará com que seu ilustre espírito medíocre se sinta um pouco melhor. Se sua casa tem goteiras, há pessoas que moram na ponte (o mesmo vale para quando você não estiver satisfeito com seu salário). Se você tem que lamber o escarro do seu chefe, pense naqueles pobres-coitados que têm que lamber coisas piores, ou naqueles que nem sequer têm essa oportunidade de vender força-de-trabalho pra sobreviver. Se você se descobriu um novo corno, veja isso como benefício, como uma oportunidade rica para aprender a perdoar e dialogar, e lembre-se de que o resto do mundo também é corno, pelo menos uma vez na vida.

Entendeu? É simples, e funciona. Funcionou comigo. Afinal, eu não recomendaria se não desse certo. Hoje sou mais um (otário) leitor de livros de auto-ajuda, que devora tantas palavras imundas como um adolescente carente devora freneticamente Big-Sanduíches dentro de fast-foods.

Bom, raramente a infalível Técnica do Nivelamento Por Baixo falha. Se, mesmo sendo infalível, ela com você falhar, há ainda uma outra técnica, a Técnica Das Cartas Na Manga:

Você está aí, tentando se auto-ajudar, mas ainda não consegue… Bom, vale lembrar que Airton Senna não se tornou campeão na primeira vez que dirigiu um carro de Fórmula 1. Primeiramente, ele precisou aprender a dirigir um carro normal, e para tal feito, teve que fazer aulas na auto-escola. Ele com certeza encontrou aqueles pedais e ficou confuso, e teve vontade de desistir… Mas não desistiu, e teve esperança. Esperança é a palavra, irmão, tenha esperança! Não deixe a peteca cair! Bola pra frente! Afinal, o que falta para aquele que tem abundante esperança?

Ninguém aprende a andar de bicicleta sem cair. Sua vida está um lixo, o que te leva a recorrer a técnicas tão deprimentes de auto-ajuda, e em vez de se sentir envergonhado disso, consegue achar bonito e recomenda aos seus amigos e familiares os livros imbecis que andou lendo na última semana. Portanto, lembre-se que, tendo persistência e, acima de tudo, esperança, você chegará lá. O presente é apenas um meio, o futuro te espera; não desista, irmão!

Nunca se esqueça de pensar positivo. Otimismo sempre! Se alguém chega perto de você de mau-humor, cabisbaixo, com a cara amarrada e com aquele bico, afaste-se. Não é bom para você ficar perto de energias negativas. Lembre-se que O Segredo é pensar positivo. Feche os olhos e concentre suas forças, dizendo dentro de si: “Eu vou conseguir! Isso ou aquilo vai acontecer! Eu sei que vai!” E, se não funcionar, lembre-se que pelo menos você tentou, e isso já é um grande começo. Há pessoas que nem sequer tentam, e isso só atrai mais negativismo. Além disso, é com diz o velho ditado: “O importante é competir!”.

E não se esqueça que, antes de qualquer coisa, você é um filho-de-Deus, e que Ele não quer mal a você. Lembre-se disso. Se algo acontece que te machuca, é por um bom motivo. No final das contas, Ele sabe o que faz, e tudo dará certo, acredite. Se você sofre, significa que está se aperfeiçoando ou pagando por algum erro. Errar é humano, somos imperfeitos e blá, blá, blá, blá, blá… É justo de qualquer forma. E você é uma alma bela, tenha certeza disso. No final das contas, tudo faz parte de um equilíbrio, de uma justiça que nós, insignificantes mortais, não poderíamos ousar compreender ou sequer questionar. Portanto, ande, siga adiante e não olhe para trás. E não só ande… Cante, grite, pule, dance! Sei que já está começando a se sentir melhor. Com esses nossos fantásticos métodos infalíveis de auto-ajuda, por pouco você em poucos dias não andará na água!…

– Pensamento positivo, sempre!!!!!

 

[Sorte de hoje (ao som da bela canção “Deixa a vida me levar”): Deus ajuda quem cedo madruga]

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Entre a Mesmice e a Fuga do Mesmo

16 janeiro, 2008 at 12:01 am (Santaum) (, , , , , )

Existe algo na minha vida que me intriga bastante. Esse algo é justamente este paradoxo entre a mesmice e a fuga do mesmo na minha vida. O que me deixa mais satisfeito? A mesmice ou justamente o ato de escapar dela?

A mesmice me parece que é uma fuga que a nossa vida intuitivamente nos propõe a fugir da dor, da derrota e da frustração. Nos dá uma sensação de conforto instantâneo, alívio e de certa forma nos conduz a atitudes iguais às dos outros. É um sentimento rebanhado, de uma maioria que faz parte de um enorme grupo que naturalmente sempre está à nossa volta. Pode soar estranho, mas subentende-se que essa enorme maioria geralmente é feliz. Entretanto, seria essa uma felicidade de capa, de superfície, uma embalagem que mascara aquele verdadeiro sentimento que um espírito livre é capaz de proporcionar.

O grupo oposto é composto de pessoas que são contra essas posturas mesmas e iguais às dos outros. São uma pequena minoria. São pessoas fisicamente iguais às outras, porém elaboram em si pensamentos universais completamente diferentes daqueles que vieram de uma mesmice. São questionadores, sempre interrogam tudo que está em sua volta e sempre tendem a buscar a sua verdade absoluta. Às vezes não, evidentemente, contanto que não se pode deixar de adjetivá-los como criaturas humanas que refletem pensamentos em torno de si e em sua volta, que buscam um norte no seu dia-a-dia e ficam intrigados com as coisas tais como efetivamente são. Dá a entender que esse grupo se frustra mais e ao mesmo tempo fica revoltado e insatisfeito com as situações naturais que são deparadas no decorrer da sua vida. A pessoa desse grupo sempre se intriga em várias situações pelas quais a mesmice se manifesta e muitas vezes pode sofrer bastante com isso, por se tratar de uma minoria. Talvez não, pelo fato de se achar diferente e também por acreditar veementemente naquilo que o incomoda. E, para muitos desses poucos, essa pode ser uma felicidade interior e verdadeira.

Fico questionando qual o caminho que eu devo tomar, ao observar que tenho vários conhecidos que sequer se questionam sobre si mesmos. De conhecidos que, quando começo a comentar sobre assuntos do tipo, sequer começam a discutir algo parecido e encerram-me dizendo que eu estou viajando. Será, portanto, que não faço parte do grupo arrebanhado e fico intrigado como poucos acerca dessas questões reflexivas e existenciais? Seria isso um problema?

Para os mesmos, isso é um problema. Ainda mais quando se trata do atual, do hoje em dia. Para os mesmos, compensa mais ser igual aos outros e buscar na sua unidade algo plural e coletivo, para que os desvios da sua mesmice sejam mascarados. Para os mesmos, vale a pena buscar um modelo global para que ele se frustre menos e o outro não perceba a sua fraqueza natural e interior. Até para ele “mesmo” a sua maneira plural de viver lhe cai muito bem pelo fato de omitir algumas frustrações no seu pensamento interior e na sua unidade. Parece que essa sensação pode deixar em si um falso conforto, uma falsa alegria e uma falsa comodidade momentânea que não o faz se distinguir dos outros. Para os mesmos, isso seria, portanto, uma válvula de escape.

É, portanto, uma sensação frustrante e malograda os bem-aventurados que procuram questionar a sua existência e tudo que está em sua volta? Talvez a resposta seria sim. Mas não completamente um sim. Seria um sim com uma cara de não. Intuitivamente, este sim poderia ser um não ou nenhum dos dois, ou os dois ao mesmo tempo. O que interessa é que essas sensações ficariam mais claras, verdadeiras, como também o oposto delas. Não se criaria a partir daí uma máscara, uma capa, algo superficial. Os sentimentos seriam unânimes e verdadeiros. Viriam do seu interior. E essas sensações são fantásticas.

Mas até que ponto vale a pena expor em si estes sentimentos verdadeiros? Seria demasiado satisfatório para mim o simples fato de assumir verdadeiramente meus sentimentos ao invés de mascará-los?

Apesar desse paradoxo, todos já sabem a minha resposta.

Grande abraço a todos.

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Vale a Pena se Frustrar!

25 setembro, 2007 at 4:19 pm (Santaum) (, , , )

Por Santaum!

Segundo o dicionário da língua portuguesa, a palavra FRUSTRADO é um adjetivo e seu significado é malogrado, incompleto, imperfeito, que não chegou a desenvolver-se.

A primeira pergunta: Existe alguém perfeito, completo, sempre desenvolvido?

Pois bem. A cada dia que passa, a figura do frustrado está ficando absolutamente fora do escopo da sociedade. O cidadão que erra, que não termina aquilo que começou, que é feio, gordo, ou que ainda não se formou depois de vários anos, ou até mesmo aquele que não consegue fazer suas atividades no trabalho, é mal visto. Ele é um incompetente, feio, não tem uma boa aparência e não tem nenhum status social diante das pessoas em sua volta.

Mas qual é o problema de se frustrar? Quem nunca se frustrou na vida? “Atire a primeira pedra” quem nunca se frustrou!

Se se avalia somente a aparência, beleza física, prepare-se que você algum dia vai ficar velho. Essa juventude, que é um sinal de beleza, um dia vai acabar. E todos ainda morreremos. No fim das contas, o que diz e apóia a perfeição do homem vai pra debaixo da terra da mesma maneira que os demais. Como nasceram também da mesma forma. Se você não aceitar e reconhecer que não será bonito durante toda a sua vida, ou melhor, se não se importar com isso, viverá com muito mais intensidade. Aceitar o fato de não ser perfeito é algo sensacional. E a velhice é uma coisa maravilhosa também, lembrando que esse conceito de beleza juvenil é social.

Reconhecer a derrota, o fracasso, o fim do namoro (ou fim de qualquer coisa que goste), não ter passado no vestibular, ou não ter se formado na mesma época dos amigos não tem nada de mais, é algo absolutamente normal. E sensacional. São nestes momentos que mais evoluímos intelectualmente. É o momento que nossas reflexões mais se aprofundam, que reconhecemos que somos imperfeitos, limitados. O ser humano é limitado, imperfeito, incompleto e malogrado.

Agora, para a sociedade de hoje, a pessoa que se frustra é ojerizada. Em alguns casos, recriminada. “Você não é nada!”. Diga-se de passagem que isso é um veneno contra a própria sociedade e as próprias pessoas. Como foi dito, não existe de fato aquela pessoa que nunca se frustrou na vida. E a figura daquele “perfeitão”, que nunca se frustrou, é só uma pseudo-aparência. Pode ter certeza que, dentro dele, seja no físico ou no psíquico, existe algo que o incomoda. Muitas vezes, para omitir ou esquecer sua frustração, ele opta por tentativas de fuga, como bebida alcoólica, “balada”, drogas, relacionamentos não amorosos (ficar com uma garota superficialmente, sentindo apenas um prazer carnal) e outros vícios. E essa é a explicação do feitiço contra o feiticeiro. Quem acaba sendo prejudicada é a sociedade, e é ela que acaba pagando as contas e arcando com as conseqüências.

Nunca se viu tanto doenças psíquicas. As pessoas não conseguem reconhecer suas limitações. Muito menos as derrotas no decorrer da vida. Não conseguem e não têm condições psicológicas de aceitar a frustração, porque está fora de moda. Portanto, reflita e assuma aqui a sua humanidade.

Vale a pena se frustrar!

Grande abraço a todos.

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